Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

CineMaterna - Uma excelente ideia!

O que é CineMaterna?


CineMaterna são sessões de cinema para mães (pais e acompanhantes) com seus bebés até 18 meses, seguidas de "bate-papo" .

As sessões acontecem na cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas.

Os filmes são para entretenimento dos adultos e as salas de cinema são cuidadas para acolher os bebés com conforto: som reduzido, muda-fralda na sala, ar condicionado menos frio, ambiente levemente iluminado.



Digam lá que não era uma excelente ideia para as mães portuguesas?

o blog: http://cinematerna.blogspot.com/



O site: http://www.cinematerna.org.br/



Para quando em Portugal?

Brinquedos, etc...

Gostei tanto, mas tanto deste post da Sofia (http://aquihabebe.blogspot.com/2009/06/de-pequenino.html) que resolvi comentar aqui...
 
Eu não compro brinquedos para os meus filhos, não fiquem chocados mas é mesmo verdade.
Tenho uma família grande ( principalmente da parte do meu marido ) que nas épocas festivas oferece sempre muitos presentes, eu prefiro gastar dinheiro em livros ( qualquer dia transformo a minha casa numa biblioteca! ), e a verdade é que prefiro que sejam eles a construir os seus próprios brinquedos.
 
Mas, á dois meses atrás a Princesa pediu-me um "careca" ( um bebé ). Como costuma brincar muito com a Lua, a minha boneca que uso na massagem infantil, achei uma boa ideia... mas fiquei escandalizada, no supermercado só havia "carecas" com chuchas e biberões!!!
Não é isto que quero passar á minha filha, pensei eu... mas ela lá escolheu um e fiquei expectante... o que vai ela fazer com os adereços.... ela deu-lhe biberão é verdade, mas também lhe deu de mamar.... e pôs o bebé no pano :)
E era aqui que eu queria chegar...Nós, pais, somos os modelos para os nossos filhos.. Nunca se esqueçam disto!
 
Temos de  transmitir aos nossos filhos que os bebés devem de mamar, que a cesariana só deve de feita para salvar a mãe ou o bebé, etc... não só com palavras mas também com actos... Na nossa sociedade as mães que amamentam fecham-se nos quartos, escondem-se... dar de mamar é obsceno... fala-se muito pouco com as crianças sobre o parto... aos 10 anos já as meninas dizem que ter filhos "dói muito"...
O que podemos fazer? MUITO...
 
Ser o exemplo, e falar, explicar ás crianças porque é melhor dar de mamar em vez de dar biberão, que o nascimento de um bebé pode ser um momento mágico, etc.
 
Está nas nossas mãos.. hoje acreditamos que parir dói, porque foi isso que nos foi passado de geração em geração... acreditamos que um bebé não sobrevive sem chucha... porque é isso que a sociedade nos transmite... mas está nas nossas mãos quebrar o ciclo!
Para quê uma "hora pequenina", quando se pode ter um "parto orgasmico"?
 
Parabéns Sofia, amei o post!
 

"Não existe falta de oportunidade para ganhar a vida a fazer aquilo que mais amamos, existe apenas uma falta de decisão para fazer isso acontecer."

Coisas da Princesa....

Estava a ler-lhe um livro, sobre como nascem os bebés...



- Aquele livro que tu não me deixas mexer é muito mais giro.

- É o livro da Naoli e tu sabes que a mãe gosta muito dele, podes ver o livro mas não é para brincar....

- Mãe, porque é que esta senhora está a ter o bebé deitada, o outro livro é mais bonito!

- Nos hospitais é assim... foi assim que nasceste...

- O pai vestiu estas roupas esquisitas?


- Não, quem estava com a mãe era a avó das picas.

- Estavas doente?
- Não! Porque dizes isso?

- Os doentes é que vão para o hospital...


Eu fico ai uns 20 segundos sem palavras enquanto
ela olha para mim a espera de uma resposta... Eu respondo a gaguejar....


- Pois....Sabes filha... as vezes os bebés nascem em casa, mas nascem muitos no hospital....

- Quando eu for grande gostava de ter o meu bebé cá em casa!

E vai-se embora a correr contar ao Pirata....

Confesso que ainda tenho baba a escorrer :)

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Humanizing birth

means understanding

that the woman giving birth is a human being,

not a machine and not just a container for making babies.

Showing women
---half of all people---

that they are inferior and inadequate

by taking away their power to give birth

is a tragedy for all society. ...

Marsden Wagner

Jazz nos jardins de Lisboa

Concertos ao ar livre, gratuitos, aos domingos (17h) em vários jardins de Lisboa.
Muito giro para ir com bebés /crianças...
No jardim do Campo Grande dá para alugar um barco e ver o espetáculo do lago...


http://www.agendalx.pt/cgi-bin/iportal_agendalx/A0001636.html?area=Ar%20Livre&tabela=arlivre&genero=&datas=&dia=&mes=&ano=&numero_resultados=

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

CURSO DE INICIAÇÃO À PEDAGOGIA WALDORF

Quem me conhece sabe que ando para fazer este curso.... á muito tempo... quem sabe é este ano.....
Partilho a informação....
 
 

CURSO DE INICIAÇÃO À PEDAGOGIA WALDORF

Ano lectivo de 2009/2010

         Temos o prazer de vos informar que iremos pelo décima primeira vez consecutiva prosseguir o Curso de Iniciação à Pedagogia Waldorf, com o começo de um novo ano de introdução.

O curso constará de quatro anos, constituindo os dois primeiros um tronco comum e havendo nos dois últimos as opções de Educador/a de Infância e de Professor/a de Classe.

 

.        No Ano de Introdução, vulgo Ano 0, serão abordadas as bases filosóficas e antropológicas em que assenta esta pedagogia. Com um amplo espectro de temas abordados e ênfase na auto-educação e prática artística, este ano proporciona aos participantes a possibilidade de se identificarem, ou não, com a imagem do Ser Humano e respectivas leis de crescimento e desenvolvimento. Pode muito bem ser frequentado isoladamente, numa perspectiva de formação pessoal.

A Natureza do Homem será estudada no 1.º e 2º trimestres sob o ponto de vista da tetramembração (o físico, o vital, o anímico e o Eu) e da trimembração (o pensar, o sentir e o querer). No 3.º trimestre será abordada a evolução da criança e da Humanidade nos aspectos físico, psíquico e espiritual, conceitos fundamentais em Rudolf Steiner.

Estes temas serão aprofundados em palestras e trabalhos de seminário sobre obras de Bernard Lievegoed, Ernst Schuberth, Rudolf Steiner, entre outros.

As actividades artísticas abrangem inicialmente a Euritmia, Modelagem, Música e Pintura.

 

         No Ano 1, será abordado o desenvolvimento da criança sob os pontos de vista fisiológico, pedagógico e didáctico, em áreas como Embriologia, os Sentidos Humanos e será dada uma visão global do 1.º septénio através do quotidiano familiar e no Jardim de Infância, da transição e ingresso no 2.º septénio, fase escolar por excelência e será perspectivado o 3.º septénio nas suas características particulares.

         Prosseguem as actividades artísticas, permitindo o seu desenvolvimento e percursos individuais de aprofundamento.

 

Nos Anos 2 e 3 é efectuada a separação entre Educadores de Infância e Professores de Classe e serão trabalhados sistematicamente os respectivos currículos e sua fundamentação, analisando-se obras pedagógicas direccionadas para o(a)s Educadore(a)s de Infância e para o(a)s Professore(a)s de Classe, de Rudolf Steiner e outros autores. O espectro artístico alargar-se-á a actividades específicas a cada um dos ramos pedagógicos.

 

         Existirá sempre um equilíbrio entre exposições teóricas e actividades artísticas. Vários professores convidados virão ao longo do ano oferecer aos quatro níveis, uma visão plurifacetada desta pedagogia.

 

         A frequência do curso requer o 12º ano. Em casos excepcionais, quando não exista, poderá considerar-se a frequência no caso de haver uma ligação profissional efectiva na área da educação.       Haverá entrevistas aos candidatos ao Ano de Introdução, com marcação para o telemóvel: 932702522, a partir de Julho até 15 de Setembro. Os participantes dos outros anos (Ano 1, Educadores e Professores) deverão confirmar a sua presença no curso até à mesma data.

 

 

         Dada a natureza do nosso curso, e como é do senso comum, é imprescindível a frequência dos blocos intensivos (residenciais) e fins de semana agendados. Só serão aceitáveis faltas por motivo de força maior, sendo no entanto apenas considerado cumprido o ano com um mínimo de 80% de presenças. Quanto à pontualidade é esperado de cada participante a sua estrita observância, pois num curso pedagógico, este é o cerne da educação, da auto-educação e do respeito por colegas e professores.

 

         O calendário constará de 10 fins-de-semana complementados por 2 blocos de trabalho intensivo e residencial, a efectuar no Carnaval, e no Verão em data a agendar. A exemplo dos anos anteriores a organização tentará suportar os custos referentes às dormidas, continuando a responsabilidade da alimentação a ser sempre de cada participante, nos custos e na cooperação em todas as tarefas ligadas às refeições.

  

Calendário anual: Início no fim de Setembro.

 

1.º trimestre: 26-27 Set.; 24-25 Out.; 07-08 Nov.; 5-6 Dez.2009;

2.º trimestre: 09-10 Jan.; 27-28 Fev.; 20-21 Mar. 2010;

3.º trimestre: 24-25 Abril; 15-16 Maio; a determinar a data de Jun. 2010.

 

1.º residencial: 13,14,15 e 16 Fev. (Carnaval)

2.º residencial: No Verão em data a determinar.

 

Professores coordenadores:

Eva Herre, coordenadora do(a)s Educadore(a)s de Infância.

Andreas Schubert, coordenador do Ano 0

Fátima Mourinha, coordenadora do Ano 1

Luísa Pereira, coordenadora do(a)s Professore(a)s de Classe.

 

Professores residentes:

Marije Grommers, Euritmia.

Mauro Menuzzi, médico. 

 

Custo anual do curso: 850 Euros + 50 Euros de inscrição.

Forma de pagamento: A experiência dos anos anteriores mostrou---nos que para um planeamento e gestão económica equilibrados, necessitamos de receber os pagamentos no início do ano ou, em casos de extrema necessidade, no início de cada trimestre. A desistência não dá direito a reembolso.

         Não desejamos que dificuldades económicas sejam impeditivas, pelo que faremos todos os esforços para possibilitar a continuidade/conclusão do curso a todos que realmente o desejem e estejam comprovadamente empenhados. Nesse caso contactar um dos professores coordenadores.

 

Inscrição: 50 E, a pagar no acto de inscrição (não reembolsável), cuja ficha será enviada para Eva Herre ou Fátima Mourinha e também para Luísa Pereira, de 01 a 15 de Setembro.

 Os casos especiais serão acordados individualmente.

 

 

Local: Instituto Condessa de Cuba, Porto Salvo – Oeiras (ao lado do Oeiras Garden Center).

          

  Esperamos encontrar-vos no início do próximo ano lectivo, refeitos pelas férias e com entusiasmo!

  

Eve Herre     Andreas Schubert     Fátima Mourinha     Luísa Pereira

 

Contactos:

 

Andreas Schubert: aschu@t-online.de

 

 Eva Herre evamariaherre@yahoo.de

 

Fátima Mourinha: Rua Damasceno Monteiro n.º 90 4.º esq. 1170-113 Lisboa. Tel. fixo: 210739047; móvel: 962 742 731.

e-mail: fátima.mourinha@clix.pt

 

Luísa Pereira: R. da Ermida,16, Freixofeira  2565-773 TURCIFAL. Tel. fixo: 261 951 739; móvel: 967 067 363.

e-mail: heracliana@sapo.pt

Aromaterapia para Edema (Retenção de líquido)

Nos tornozelos e pernas, os óleos de lavanda, gerânio e alecrim são óptimos para estimular o sistema linfático, ideais para drenar o excesso de líquidos do corpo. Faça uma massagem suave com a mistura desses óleos nos pés e tornozelos. 

 Se os seus pés estão quentes, cansados ou inchados, experimente coloca-los de molho em água morna a fria com três gotas de gerânio ou limão mais três gotas de lavanda.

Para reduzir o inchaço, durma com uma almofada por baixo das pernas.

Para fortalecer as paredes das veias, pratique exercício físico como andar, nadar, yogilates, etc, dessa forma a circulação é estimulada.

Banhos com limão, mandarim ou outros óleos cítricos que contenham vitamina C favorecerão uma acção diurética benigna (esperar no mínimo 6 horas para se expor ao sol, pois os óleos cítricos são fotossensíveis).

 

Massagem especial retenção de líquidos

Dura cerca de 1 hora, são estimulados pontos, usa-se óleos essências específicos e finaliza-se com Reiki.

Venha experimentar em Sintra ( 15 euros ) ou no conforto do seu lar ( 30 euros ) em ambos os casos oferecemos o óleo para usar sempre que se sentir com as pernas e os pés inchados.

Marcações:

catarinapardal@sapo.pt ou pelo telemóvel 919267844

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Conversa com a minha Princesa

- Filha, lembras-te como foi o teu nascimento?
- Não...
- E lembras-te de estar na barriga da mãe?
- Não... só me lembro que queria ter ficado lá mais um bocadinho... estava tão bem....
 
Fazia 40 semanas de gestação no dia 25 de Abril, a Princesa nasceu no dia 22 porque.... eu não quis esperar....
 
Obrigado minha linda Princesa por tudo aquilo que já aprendi contigo... Amo-te muito... como tu dizes... Amo-te daqui até ao Algarve :)
 

Workshop para acompanhantes de parto


 
Workshop para acompanhantes de parto ( não profissionais ) Dia 11 de Julho sábado das 15h ás 19h em Sintra.
 

Este workshop de quatro horas destina-se a pais, avós, tias, amigas,…, que queiram acompanhar uma mulher durante o parto.

Programa:


A fisiologia do parto ( visionamento de um filme )

Necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto

Os protocolos hospitalares e as recomendações da OMS para o parto normal

O Plano de Parto

Amamentação – Como ajudar

Técnicas para o alivio do desconforto:
1. Na gravidez
2. Durante o parto
3. Durante o pós-parto

O Parto
1. Quando ir para a maternidade / Quando chamar a Parteira
2. O que levar
3. Dicas para ajudar uma mulher em Trabalho de Parto

O Pós-Parto
1. O regresso a casa
2. As visitas


Será entregue documentação sobre os temas falados.
Preço:
30 euros (para 2 pessoas – grávida e seu acompanhante)
nota: se a grávida quiser trazer mais que um acompanhante paga mais 10 euros por acompanhante

 

Inscrições: catarinapardal@sapo.pt

Se eu vivesse no Brasil...

Já estava inscrita nos cursos do GAMA em Agosto!
 
 

AGOSTO - EVENTO ÚNICO SEM REPETIÇÃO
Workshop com Ina May Gaskin, parteira americana
,
tem por objectivo demonstrar os excelentes resultados do atendimento domiciliar e discutir soluções não invasivas para questões obstétricas comuns, como o parto pélvico, gemelares, distocia de ombros, etc..
Data: 15/Agosto/2009 - Clique para mais informações


AGOSTO - EVENTO ÚNICO SEM REPETIÇÃO
A Família por trás da barriga - Workshop que visa construir uma compreensão mais abrangente sobre o funcionamento, as relações e a estrutura psico-social das famílias das gestantes. Data única (não há novas turmas programadas) - 22 e 23/08/2009 Clique para mais informações.

__._,_.___

Uma aventura...!!!

Ontem fui dar uma aula de yogilates para miúdos do 1ª ao 3ª ano ( minha 1ª a 3ª classe, mas temos de ser modernos :)
Miúdos de 6 a 9 anos... MEDO MUITO MEDO.... quarenta e tal miúdos........ PÂNICO TOTAL
E se desata tudo aos gritos? e se começam ao murro e ao pontapé uns aos outros? pior, e se o alvo dos murros e pontapés sou EU! O QUE È QUE EU FAÇO!!!!!!!!!!!!!!!!
 
Dividimos a turma ao meio.... Melhor muito melhor...
 
1ª aula - 6 a 8 anos.
As meninas não querem ficar de mão dada com os rapazes.... " que nojo!!!" Acreditem minhas queridas... mais cedo ou mais tarde vão gostar....
Os meninos preferem praticar wrestling
Eu a ver a minha vida a andar para traz....
.....
 
 
Vamos começar por respirar.... deu resultado!
 
A criançada que deitava adrenalina por todos os poros começou a acalmar...
 
"Vamos fazer uma saudação ao sol?" disse eu com um tom empolgado... ficou tudo de olhos esbugalhados... adoraram!
 
Depois, uns exercícios posturais.... impressionante, há crianças que já não tocam com as mãos nos pés!!!! pior, há crianças que não se conseguem sentar com as pernas estendidas e as costas direitas!!!! mais de 90% estão com postura de PlayStation.. sentados, curvados.... isto é preocupante....
 
2ª aula - 7 a 9 ano
 
Correu muito melhor! Até consegui fazer um mantra... saíram abraçados e a dizer AMO-TE!!! Prometeram fazer o mesmo em casa....
Postura péssima...
Como diz a minha querida Carla - estava tudo Yang, mas acredito que ficaram um bocadinho Ying!
 
Eu é que fiquei..... EXAUSTA!!!! MAS ADOREI!!! 5ª são os mais velhos 9 e 10 anos, para a semana os pequeninos dos 2 aos 6 anos... 
Vai correr bem!
No meu tempo Julho não era mês de escola...
Espero pelo menos contribuir para terem umas férias diferentes,  porque, apesar de fazerem coisas giras, não deixam de estar na escola....
 
 
 
 

 

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Está grávida? Examine o seu médico

Defensor da medicalização do parto, apologista da natureza ao comando das operações, zen, stressado, maníaco do controle: que tipo de médico é o seu?
Teste-o.
As respostas ‘correctas’ foram inspiradas nas recomendações da Organização Mundial de Saúde. 

 

1) Qual a sua posição relativamente à questão ‘cesariana vs parto normal’?
a) O parto normal é o melhor, tanto para a mãe, como para o bebé, mas os imprevistos acontecem. Por isso, só no momento do parto é que se pode saber qual a melhor forma de assistir o nascimento.
b) A cesariana é, hoje, uma cirurgia muito segura. Além disso, é prática, rápida e indolor. A recuperação é rápida. Em quaisquer dois meses, a mãe pode voltar à vida normal.
c) Os bebés sempre nasceram de parto normal, é certo, mas na sua idade [ou com a estrutura óssea], a cesariana é mais adequada…
d) O parto normal é o mais indicado para a esmagadora maioria das mulheres (90 por cento). Vamos preparar-nos para que também o seja para si. A cesariana é uma intervenção muito útil, mas só deve ser considerada em casos de verdadeira necessidade. Não nos esqueçamos de que se trata de uma grande cirurgia.

 

2) Quais as intervenções que considera essenciais no parto?
a) Administração de soro com ocitocina (medicamento para acelerar as contracções uterinas), episiotomia (corte no períneo) em todas as situações, rompimento da bolsa aos cinco centímetros e monitorização fetal constante.
b) Por norma não intervenho. A não ser que seja realmente necessário. O parto é um acto normal e fisiológico. A maior parte das mulheres não necessita de procedimentos médicos para dar à luz. Precisa de respeito, calma e serenidade.
c) A epidural. A dor não serve para nada, só atrapalha. Quanto às outras intervenções (ocitocina, episiotomia), não as aplico indiscriminadamente. Depende de mulher para mulher.
d) A episiotomia. Evita as rasgaduras durante o nascimento. Além disso, previne outras consequências como a incontinência urinária.

 

3) Qual a melhor posição para dar à luz? Posso colocar-me de cócoras?
a) Parto de cócoras? Isso era antigamente. Hoje em dia, não há necessidade de adoptar esse tipo de postura. O parto é um acto totalmente controlado pelos médicos. A mulher só tem de se colocar nas mãos dos técnicos e confiar na medicina.
b) Semi-reclinada. Elevar um pouco as costas facilita a descida do bebé.
c) Não há posturas ideais para dar à luz. A grávida deve colocar-se na posição que considerar mais confortável. Procuro apenas não incentivar a posição horizontal, uma vez que as posturas verticais tornam o parto mais fácil e mais rápido, por terem a gravidade a seu favor.
d) Deitada, claro. Já viu alguém ter um filho de outra forma?

 

4) E se eu quiser recusar algum dos procedimentos?
a) A mulher é dona do seu parto. Deve ser capaz de decidir o que é melhor para si e para o seu bebé, depois de devidamente informada. Explico sempre as razões de determinada intervenção. Vantagens e desvantagens. Mas a palavra final é sempre da mulher.
b) Não costumo falar dos procedimentos que aplico. Sou médico e estou habilitado a tomar decisões pelos meus doentes. Faço-o em nome da segurança da mãe e do bebé.
c) Chamo um colega. Não me responsabilizo pelo que poderá acontecer consigo e com o seu bebé.
d) Deve assinar um termo de responsabilidade.

 

5) Na sua opinião, qual o limite máximo para um bebé estar dentro da barriga da mãe? Que fazer nos casos em que a gravidez ‘passa do tempo’?
a) 40 semanas. Depois opto quase sempre pela cesariana. Nem tento induzir o parto com medicação. É mais rápido e seguro desta forma.
b) Uma gravidez normal dura 38 a 42 semanas. Até às 41 semanas, normalmente não há qualquer problema com o bebé. A partir desta data, proponho uma vigilância mais apertada da gestação. Se o bebé estiver bem, não faço nada, espero. Só proponho a indução do parto depois das 42 semanas.
c) 40 semanas. Depois recomendo a indução do trabalho de parto.
d) 41 semanas. A partir daí, interno a grávida e induzo o parto com ocitocina. É  o procedimento mais comum em todos os hospitais.

 

6) Costuma debater os procedimentos clínicos com as suas grávidas? Pede-lhes permissão para realizar alguns deles?
a) Como assim, pedir permissão? Sei o que faço, estou treinado para lidar com grávidas e bebés. Se quisesse falar de todos os aspectos ligados à gravidez e ao parto com as minhas pacientes não fazia mais nada
b) Só peço autorização quando considero que a intervenção vai provocar alguma dor.
c) O corpo é seu, o parto é seu. Não faço um exame vaginal sequer sem pôr a grávida ao corrente do assunto e sem lhe perguntar se ela não se importa. A minha obrigação é fazer o melhor pela mãe e pelo bebé, mas sem me substituir à grávida.
d) Depende. Depois de 24 horas seguidas no serviço de urgência nenhum técnico tem muita paciência e disponibilidade para dar informações e debater intervenções clínicas.

 

7) Qual é a sua taxa de cesarianas?
a) Se quer que lhe diga, não sei… Não contabilizo. Se é um valor alto? Acho que não. Hoje em dia muitas mulheres querem ter os filhos desta forma. E já chegam ao meu consultório com essa ideia formada. Vou apenas ao encontro dos seus desejos. É esse o meu papel.
b) Não é muito alta. Entre 40 a 45 por cento.
c) Vinte por cento. Nos partos normais.
d) Ronda os 25 por cento do total de partos, um número que considero elevado. O meu objectivo é reduzi-lo para 15 por cento, tal como recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

 

8) Gostava que o meu marido e uma doula estivessem presentes no parto. Concorda com a presença deles?
a) O mais importante é que se sinta segura e acompanhada. Leve quem quiser. Não tenho nada a objectar.
b) Talvez seja gente a mais, não acha?...
c) Só o marido poderá estar presente.
d) Muitas vezes, os acompanhantes interferem com as equipas médicas. Questionam os técnicos e deixam a mulher insegura. E a minha principal preocupação é para com a grávida.

 

9) Parto vaginal depois de uma cesariana. O que pensa?
a) Não concordo. O risco de ruptura uterina é considerável. Para mim, depois de uma cesariana, sempre cesariana.
b) É possível, mas só com fórceps, para que o período expulsivo não seja demasiado longo.
c) Apoio essa opção, desde que o parto não leve mais de quatro horas. Caso contrário, terei de efectuar uma cesariana.
d) É uma escolha perfeitamente válida. Não há nenhum motivo para que essa opção não possa, pelo menos, ser considerada.

 

10) Qual a sua posição em relação ao parto domiciliário em gravidezes de baixo risco?
a) O local do parto pode e deve ser escolhido por si e pelo seu marido, desde que acompanhados por um profissional credenciado e experiente. Em relação ao parto em casa, aconselho, sobretudo, que se certifique de que há um hospital por perto. Apesar de raramente surgirem complicações, pode ser necessário deslocar-se a uma unidade de saúde.
b) Não me oponho, mas não assisto partos domiciliários. Posso, no entanto, indicar-lhe um colega experiente nessa matéria.
c) Sou absolutamente contra. Considero que o parto em casa acarreta riscos sérios e que nenhuma mãe deveria pôr em causa, desta forma, a sua saúde e a do seu bebé.
d) Os bebés nascem em qualquer lugar, mas não podemos negar que há riscos acrescidos no nascimento domiciliário. Não estará a idealizar demasiado o seu parto?...

 

11) Curso de preparação para o parto. Sim ou não?
a) Sim. Não necessariamente para aprender técnicas de respiração e dicas para controlar a dor, mas para descobrir os aspectos positivos do parto. É também um bom local para conhecer outras grávidas e desvendar alguns dos mistérios da amamentação.
b) Não. Hoje em dia praticamente todas as mulheres levam epidural no parto. Assim sendo, para quê fazer um curso desses?
c) Sim, é uma forma de conhecer as rotinas hospitalares e de saber como deverá comportar-se no momento do parto.
d) A escolha é sua.

 

12) Quantas ecografias se devem realizar durante a gravidez?
a) Tenho um aparelho no meu consultório, por isso podemos fazer um exame em todas as consultas.
b) Pelo menos quatro.
c) Uma em cada trimestre. Mas não fique muito ansiosa com as ecografias. Elas não detectam todo o tipo de problemas e não devem ser consideradas infalíveis. Avaliam apenas um conjunto de sinais que podem indicar ou não a existência de uma situação anormal.
d) Aquelas que o Serviço Nacional de Saúde comparticipar.

 

Agora some os pontos e confira os resultados:
1 – a (2); b (1); c (2); d (3) 2 – a (1); b (3); c (2); d (2)
3 – a (1); b (2); c (3); d (1) 4 – a (3); b (1); c (2); d (1)
5 – a (1); b (4); c (2); d (3) 6 – a (1); b (2); c (3); d (1)
7 – a (1); b (2); c (1); d (3) 8 – a (3); b (1); c (2); d (1)
9 – a (1); b (2); c (2); d (3) 10 – a (3); b (2); c (1); d (2)
11 – a (3); b (1); c (2); d (1) 12 – a (1); b (2); c (3); d (1)

 

12 a 20 pontos: Err... bem… como dizê-lo? É possível que o seu obstetra tenha escolhido a especialidade errada. Para ele, uma grávida é uma «paciente» e o parto é uma ocorrência médica pura e dura. Não há espaço para a natureza actuar. Não há margem para a mulher ter liberdade de escolha. Ora, se esta não é a melhor postura num médico, muito menos num obstetra. Para a maioria das mulheres, a gravidez e o parto são acontecimentos normais, não são doenças. O seu médico vê todas as barrigas como estando potencialmente em perigo. Não prefere ser acompanhada por um técnico um pouco menos ‘control freak’?

 

21 a 30 pontos: O seu médico está cheio de boas intenções, mas não é o clínico mais actualizado do mundo. E médico que é médico deve estudar a vida toda, certo? Ele ainda não sabe, mas a obstetrícia evoluiu. Muitas das práticas habituais há trinta anos foram abandonadas. Caso da episiotomia feita de forma rotineira e indiscriminada. Pois, talvez seja melhor procurar outro médico. Ainda que este seja um doce.

 

31 a 37 pontos: Parabéns. Belo obstetra que arranjou. Seguro, confiante, competente, cientificamente actualizado. Sabe o que faz: defensor do parto natural, mas certeiro nos momentos em que é necessário intervir clinicamente. Experiente, sabe esperar pela altura certa do parto. Evitar procedimentos desnecessários que podem complicar o nascimento é o seu nome do meio. Respeitar a mulher que tem à frente sem impor filosofias é o seu lema. Não o largue. Um médico assim é um tesouro.

Texto Pais&Filhos -  Mª João Amorim

Inspirado em www.amigasdoparto.com.br .

 

Aromaterapia para engravidar

Óleos essenciais para pré concepção

 

A Aromaterapia fornece uma grande ajuda durante a gravidez, mas também para preparar a mente e o corpo para uma nova etapa da vida de uma mulher, da vida do casal.

Muitos óleos essenciais são derivados dos aparelhos reprodutores de plantas, possuem um aroma sedutor que atraem abelhas, borboletas e outras criaturas de polinização. Esses óleos, tão importantes na sexualidade e reprodução das plantas, beneficiam psicologicamente as hormonas femininasos órgãos da reprodução.

Óleos essenciais de néroli, rosa e jasmim, por exemplo, possuem características "yin" – que inclui a capacidade de acalmar o sistema nervoso, assim como qualidades afrodisíacas e propriedades antiespamódicas.

 

A rosa é considerada a epítome do feminino. É associada a Virgem Maria. Hipócrates recomendou a rosa para ser utilizada na obstetrícia. Cleópatra usou essência de rosa nos seus passeios de barcos em barcaças para atrair Marco António. "Os ventos eram perdidos de amor... Da barcaça um perfume forte atingia o sentido adjacente do cais..." (Willian Shakespeare, Antony and Cleopatra )

 

Os três primeiros meses que precedem a concepção, o óleo essencial de rosa (Rosa dasmascena) - ou a (Otto) rosa, pode ser uma óptima escolha.

Primeiro, este óleo é conhecido como promotor da fertilidade. Para um aumento de esperma, peça ao seu companheiro para tomar banho com quatro a dez gotas de rosa (Otto). (Banhos ou tinas quentes devem ser evitados nos três meses que precedem a concepção já que o calor pode danificar o esperma) O óleo de rosa ajuda a purificar o útero e regularizar o ciclo menstrual. Para absorver o óleo directamente na região pélvica, experimente banhos de assento com três a sete gotas de rosa (Otto). Mais que tudo, o óleo de rosa facilita o relaxamento e nutrição das emoções. Companheiros que desejam "nutrir" um ao outro e fortalecer os vínculos antes da gestação/parto aconselhamos massagens mútuas com quatro a sete gotas de óleo de rosa misturado com duas colheres de sopa de óleo carregador como semente de uva, amêndoa doce, avelã e outro óleo vegetal.

 

Outros óleos essenciais também são benéficos neste período. O gerânio (Pelorgonium X asperuin) pode ajudar a balancear o ciclo menstrual e a actividade hormonal. Bergamota (Citrus bergamia), néroli (Citrus aurantium), ylang-ylang (Cananga odorata) e Salvia (Salvia clarea) são relaxantes e estimulantes. Para fazer com que a combinação da fertilidade feminina neutralize os efeitos do stress, adicione duas colheres de sopa de óleo de carreador: três gotas de rosa, quatro gotas de gerânio, três gotas de sálvia, duas gotas de ylang-ylang e duas gotas de bergamota. Uma massagem abdominal nocturna com esta mistura antes de dormir é particularmente confortante. Utilize-se de pequenos movimentos no sentido horário ao fazer massagens na barriga, passando pela parte interna dos ossos pélvicos, diafragma e sobre o "plexo solar" e finaliza-se  na região do útero.

Obs.: evite usar o óleo essencial de Sálvia esclaréia durante a gravidez pois é um óleo extremamente abortivo.

 

Massagem de relaxamento especial pré-concepção:

Dura cerca de 1 hora, são estimulados pontos que podem ajudar no processo, usa-se óleos essências específicos e finaliza-se com Reiki.

Venha experimentar em Sintra ( 15 euros ) ou no conforto do seu lar ( 30 euros ) em ambos os casos oferecemos o óleo para usar todos os dias ao deitar.

 

Marcações catarinapardal@sapo.pt ou telm: 919267844

 

Domingo, 5 de Julho de 2009

Ontem finalizei mais um curso de massagem infantil

Obrigado Miguel, Aurora, Gabriel, Joana e respectivos pais pelos 4 magníficos dias que passamos... por tudo o que partilhamos, por tudo o que me ensinaram...


A Massagem Infantil é muito mais que simplesmente massagem... é um momento de troca, de partilha, de intimidade, sinto-me muito lisonjeada por me terem escolhido para vos acompanhar nesta caminhada.


Não se trata só de passar a técnica da massagem... as discussões parentais fazem toda a diferença...


Partilho este ultimo dia...





Fomos finalizar o curso ao ar livre!



Aproveitar o bem tempo, e lá fomos nós fazer um pic-nic e praticar a massagem ao ar livre :) o vento pregou-nos uma partida e acabamos por fazer só a ginástica e relembrar a técnica, mas foi bom á mesma, a verdade é que os bebés adoraram.... tanto, que acabaram todos a dormir...




Miguel, o mais velho... é sempre um desafio ter um bebé que já não quer estar deitado :) está a ser tão bom acompanhar o teu crescimento... conheci-te ainda na barriga da tu mãe... foi amor á primeira vista.. ver-te nascer foi um privilégio, acompanhar o teu crescimento nas aula de M&B Gym é fantástico e agora a massagem... livra-te de não me convidares para a tua queima das fitas :)







Aurora... uma princesa que nasceu com um grande desafio... mostrar ao mundo que as tabelas de crescimento servem para muito pouco :) és linda Aurora um doce de menina... eras a única que eu não conhecia mas foi um prazer descobrir-te!






Gabriel.... meu anjo...os teus olhos espelham a tua alma... sei que faz fazer muito neste mundo, a mim já me ensinaste tanto... obrigado, muito obrigado... o teu nascimento fez-me questionar tanta coisa, principalmente aprendi a aceitar que as vezes o parto tem mesmo de acabar de uma maneira menos desejada, mas nem por isso menos nobre. Vais mudar o mundo... eu sinto que vais... já és um bebé grande, vais ser um grande homem...espero que a massagem ajude a encontrares o teu caminho.




Joana, apesar de ter horas de diferença do Gabriel é a mais novinha. Mais um acompanhamento durante a gravidez, mais um nascimento a que assisti, a estrelinha das aulas de M&B Gym, e agora o curso de massagem... sei que tenho um lugar especial no teu coração e que vais-te recordar de mim para sempre! Obrigado por me lembrares que são pequenas coisas, como o teu sorriso, que me fazem perceber que estou no caminho certo...



Não podia finalizar sem agradecer aos meus filhos, a minha linda princesa e o meu pirata que alegrarem o pic-nic com as sus travessuras próprias da idade... Até tivemos direito a um presente cheiroso ;) Obrigado por me terem escolhido como vossa mãe!



E não se esqueçam... os bebés são os nossos grandes professores!

Sábado, 4 de Julho de 2009

Relato de parto


Eu não sou produto de pais hippies e não me considero uma moralista. Não sou uma ateia, uma liberal, ou uma neofeminista. Não sou louca nem marciana. No entanto,  é isto que as pessoas normalmente presumem quando lhes digo que tive o meu filho em casa, de forma programada.



Eu não tive o bebé em pleno Inverno, num qualquer sítio remoto, sozinha e toda nua. Eu não acendi velas, não pus a tocar música new age, não entoei cânticos a uma deusa do parto, nem me envolvi numa sessão espírita. Eu não tive o meu bebé abraçada a uma árvore, nem agachada num campo de arroz (não que haja alguma coisa de errado com estes cenários). Eu simplesmente tive o meu trabalho de parto e pari em casa.

Para si, caro leitor, isto pode não ser nada de transcendental, mas as reacções que tive vão desde o choque e repugnância, à admiração e elogio—e até à descarada falta de educação. Por mais de uma vez fui apelidada de mártir.

Mas a resposta mais comum ao meu parto em casa tem sido a simples pergunta: “Porquê?”

Boa pergunta.

Passo a explicar.
 

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Pinhal das Artes vs Festival Panda

Como explicar aos meus filhos que é MUITO, MAS MUITO MELHOR ir ao Pinhal das Artes http://pinhaldasartes.blogspot.com/ que ir ao Festival do Panda...
 
 
Mas como é que eles sabem que vai haver o Festival do Panda!!!
Domingo lá estarei em Oeiras a ouvir os Amigos do Panda... afinal vivemos em democacria,  eu preferia ir ate S. Pedro de Moel, 1 voto Pinhal das Artes, 2 votos Festival Panda... :(
 
Para perceberem um bocadinho do que vou perder espreitem este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=F5XwvSBPceU
 
Fica para o ano, talvez com a companhia da Carlota :) uma menina que vai nascer para aquelas bandas....
 

 

Porque não nasce só um bebé...

Nasce também uma nova mulher, um novo homem, uma nova família...
 
Encontro Pic-Nic de preparação para o nascimento...

... de um bebé, mas também de uma mãe, de um pai, de uma família....

Domingo dia 19 de Julho

Objectivos:
. Encontro de famílias durante o período gestacional com o objectivo
de esclarecer a fisiologia deste período, do ponto de vista medico, mas também do ponto de vista holístico.
. Fornecer informações sobre o período gestacional, parto e pós-parto nos
aspectos fisiológicos e emocionais.
. Fornecer informações sobre os diversos tipos de parto.
. Fornecer informações sobre amamentação e cuidados com bebé

Facilitadora:

Catarina Pardal, mãe de uma princesa e de um pirata ( seus grandes professores ), Doula e Educadora Perinatal, Conselheira em Aleitamento Materno, Instrutora de Yogilates para grávidas.

Local - Sintra

Programa:

9h - Acolhimento e apresentações

10h - A Gestação

11h - Pausa

11h15m - A Fisiologia do Parto. Como o pai pode ajudar.

12h15m Visionamento do filme "Parir e e Nascer"

13h Almoço Pic-Nic no pinhal ( partilha de comida entre todos os participantes ) e debate sobre o filme

14h O bebé nasceu, e agora? Os primeiros dia com um bebé, o vinculo.

15h A Amamentação

16h30 Pausa para lanche

17h Os cuidados com o bebé - O banho tradicional vs o banho de balde, a muda da fralda, as fraldas descartareis vs fraldas de pano, o uso do pano vs o carrinho, etc

18h30 Meditação com visualização criativa do Parto

19h30 Despedida

 

Será entregue documentação de apoio.

 

Preço:

Só a grávida: 50 euros

O Casal: 80 euros

Para mais informações:

catarinapardal@sapo.pt ou 919267844

http://gravidasemforma.blogspot.com

 

 

Eu e as minhas vizinhas...

Aqui na minha "aldeola" deve de estar tudo doido....

Tenho uma vizinha que fez uma cesariana ás 38 semanas porque lhe doía as costas.... Espantados?
Não fiquem, pois tenho outra vizinha que fez uma cesariana porque o bebé se mexia muito..... mas não é tudo.... foi ás 37 semanas, sim 37 não fui eu que me enganei a escrever!!

Claro que foram 2 cesarianas a pedido... falamos muito das cesariana desnecessárias mas pouco nas cesarianas a pedido...

Que mulheres são estas?
Mulheres que acham que ser "moderna" é fazer uma cesariana...

Será que eu como Doula conseguiria apoiar uma mulher que quer ter uma cesariana? Vou pensar nisto...

Convite: Encontro Crianças em Acção - 4 de Julho - Graça/Lisboa

Que ideia original, eu não posso ir mas aqui fica o convite: 

Convite: Encontro Crianças em Acção - 4 de Julho - Graça/Lisboa

Caros/as amigos/as,

É com muito prazer que enviamos o convite para 3º encontro "Crianças em Acção".

Crianças em acção, é um Grupo auto-organizado de mães, pais, bebés e crianças que lutam por um mundo justo e sustentável.

Os encontros “Crianças em Acção” focam-se na gravidez, parentalidade, bebés e crianças como um estímulo/possibilidade de consolidação de uma forma de vida mais consequente e em harmonia com o planeta terra. Acreditamos que, desde o ventre, as nossas crianças nos impelem a repensar os nossos hábitos e a assumir uma postura mais sustentável face ao mundo que nos rodeia.

Os encontros realizam-se no primeiro Sábado de cada mês, num ambiente descontraído, povoado de almofadas confortáveis, mantas coloridas e brinquedos para os mais novos (cada participante é convidado a trazer consigo alguns destes objectos).

Esperamos que estes encontros sejam, acima de tudo, um espaço de partilha e que ajudem a quebrar o isolamento em que muitos pais e futuros pais se sentem.

O próximo encontro de papás, mamãs e bebés será já no próximo dia 4 de Julho, nas Instalações da Junta de Freguesia da Graça.

Programação:

11:30 – Partilha e troca

As actividades iniciam-se às 11:30 da manhã com um círculo de partilha informal que passa pela troca de objectos relacionados com gravidez, bebés e crianças, partilha de experiências, ansiedades, medos e soluções. Todos os participantes são convidados a trazer objectos de que não necessitem e a partilha-los. Se necessita de roupas de criança, livros .. esta é uma boa oportunidade para os obter no "mercadinho de trocas" (mais informações sobre o TROCAL de Lisoa: http://trocal.pegada.net/lisboa/?q=node/1

13:00  - Almoço Biológico

Almoço biológico que é antecipadamente confeccionado por participantes voluntários (comparticipação: 2 euros por adulto/ Gratuito para as crianças)

14:00 – 16:00 - Debate

Da parte da tarde propomos que se debatam temas de interesse nos quais contamos com “peritos” convidados.

Em cada encontro tentamos ter dois temas sendo um relacionado com a gravidez e outro com  o pós parto e educação de bebés e crianças.

Temas para dia 4 de Julho:

Como chegar?

Junta de Freguesia da Graça - Lisboa
R Josefa Óbidos 3, Lisboa
1170-196 LISBOA

Como posso participar?

·         No primeiro Sábado de cada mês, todos são convidados a trazer o seu contributo na forma de testemunhos, ideias, bem como livros e outros objectos relacionados com a temática;

·         Cada participante pode trazer uma manta, almofada e brinquedos para colocar no círculo e tornar o ambiente mais confortável.

·         Começamos com um “Mercadinho de trocas” para o qual podemos fazer doação de roupas e objectos vários que já não nos fazem falta e que podem ser muito úteis a outras pessoas (findo o encontro cada participante pode recolher os seus objectos que não foram “requisitados” por outras pessoas ou doa-los para a partilha de próximos encontros);

·         Toda a ajuda na organização e divulgação do encontro, tal como na limpeza do espaço e confecção das refeições é também bem-vinda;

·         Todos são também convidados a fazer a sua inscrição no fórum -  http://gaia.org.pt/forum/150 - onde se desenrrolará a comunicaçao entre encontros.

Confirmação de participação e esclarecimento de dúvidas pode ser feito através do e-mail:  maesepais@trocal.pegada.net <maesepais@trocal.pegada.net>

Até Sábado

Cátia Maciel
Rua Damasceno Monteiro nº 36 3º dt
1170-112 Lisboa
www.want.com.pt
www.wantamiracle.blogspot.com

Blogs...

De duas amigas Doulas companheiras na luta pela humanização pelo parto em Portugal...





Um a Norte... Parir com a ALMA da Doula Mariana





Um a Sul....Nascer em Liberdade da Doula Rita





Estamos longe na distancia mas unidas no coração :) Continuem....

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ter uma Doula no parto?

Que musica lindíssima....

Massagem para Bebés - NOVO CURSO EM SINTRA COMEÇA SÁBADO DIA 11 DE JULHO


Nutrir uma criança
Sim
Mas não só com leite
É preciso pegar-lhe ao colo
É preciso acariciá-la
Embalá-la
E massajá-la
É necessário conversar com a sua pele
Falar com as suas costas
Que tem sede de fome
Como a sua barriga


“Shantalla” – Leboyer, F.

Curso de Massagem para bebés

O curso é composto por 4 encontros, habitualmente semanais, em horário pré acordado, pratica-se a massagem, debate-se a sua importância, quais os benefícios que daí advém para os pais e para o bebé, debatem-se vários temas relacionados com o desenvolvimento da criança, o sono, o choro, etc.
É um momento em que se esclarecem dúvidas no sentido de facilitar o vínculo entre ambos e se ensina a técnica da massagem ao longo de todo o corpo do bebé.
Tudo isto no sentido de potenciar de uma forma saudável através do toque a relação pais – bebé.
Pode se feito em sua casa ou na D.S.O. em Sintra

4 aulas de 1h / 1h30m

Local e preços:
DSO - Sintra, 50 euros mínimo 2 bebés máximo 4 - Sábado dia 11 de Julho começa um novo curso.

Em sua casa - 100 euros ( combine com outro casal e faça um curso de massagem para bebés em sua casa e divida a despesa - 150 euros 2 bebés ou 180 euros 3 bebés )

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DO MANTRA OM - durante a gravidez e o parto





O MANTRA “OM” ESCRITO NO ALFABETO “DEVANAGARI”, OU SEJA, SÂNSCRITO.



Na Índia, a sílaba OM, acompanha o caminhante onde quer que ele vá. O OM e o perfume do “dhup”, incenso á base de sândalo, estão sempre presentes nos “Ashrams” (centros de yoga), templos e cavernas (uma tradição milenar nos Himalayas, onde sempre houve uma grande concentração de yoguis muito avançados, meditando em cavernas).



OM é um vocábulo único, pronunciá-lo regularmente, traz uma infinidade de vantagens, tanto físicas quanto mentais, por isso é bastante benéfico prenuncia-lo na gravidez e no parto.



Devemos aprender a emitir o som de OM, que pode ser entoado de 7 maneiras diferentes, escolhi esta por estimular a concentração, mas sinta-se livre para entoar na maneira que preferir e que faça sentido para si!

Deitada ou sentada, com os lábios entreabertos, depois de uma inspiração profunda, a barriga "sobe como um balão", faz-se uma expiração soltando o ar devagar, o qual ao sair, faz vibrar as cordas vocais , basicamente é um “OOOOOO...” prolongado.

O Om começa com a boca aberta, emitindo um som mais parecido com um a, mantendo a língua colada no fundo da boca e a garganta relaxada. O som nasce no centro do crânio, projeta-se para frente e vibra na garganta e no peito. Após alguns segundos de vocalização, a língua deve recolher-se para trás. Assim, aquele som similar ao a, transforma-se numa espécie de o aberto, que vai fechando progressivamente.
No final, sem fechar a boca, a língua bloqueia a passagem de ar pela garganta e o som transforma-se em "MMM...", que na verdade não é exactamente um m, mas uma nasalização. Esta nasalização chama-se anunásika em sânscrito, que significa literalmente com o nariz, e deriva da palavra násika, nariz.

O som deve ser o mais grave e uniforme possível. Se o emitirmos correctamente com a mão sobre o peito, notaremos a vibração que é produzida nesta área. Vai-se fechando a boca, expirando o ar e contraindo os músculos abdominais ( colar o umbigo ao bebé) emitindo um “MMM...” prolongado e nasalado que zumbe no crânio. Apoiando a mão sobre o crânio, também notaremos a vibração que aí se produz.


Colocando as palmas das mãos a tapar os ouvidos, ouve-se mais nitidamente o “OOOOMMMM...”.



- EFEITOS DE OM -



EFEITOS VIBRATÓRIOS: O “O” faz vibrar toda a caixa torácica, esta vibração é transmitida para a massa de ar nos pulmões, para a delicada membrana dos alvéolos, que ao vibrar estimula as células pulmonares permitindo um melhor intercambio gasoso. Esta vibração exerce também, um notável efeito sobre as glândulas endócrinas (hipófise, pineal, tiróide, supra-renais, gônadas). As vibrações do mantra “OM”, chegam aos tecidos mais ocultos e as células nervosas, intensificando a circulação nestes locais. Até mesmo o sistema nervoso simpático e o nervo vago recebem a benéfica influência destas vibrações.



A musculatura de todo o aparelho respiratório relaxa e fortifica-se, a respiração desenvolvida aumenta o aporte de oxigénio para todo o corpo, e também para o bebé.


A vocalização do "OM" faz uma vibro- massagem ao bebé , e aos órgãos da caixa torácica, do abdómen e nervos cranianos. Como consequência desta vibração, ondas electromagnéticas são produzidas propagando-se por todo o corpo, aumentando o dinamismo e a vontade de viver e finalmente desenvolvendo a capacidade de concentração, logo, muito benéfico em trabalho de parto!


EFEITOS SOBRE O APARELHO RESPIRATÓRIO :


1- Respiração lenta : A emissão de “OM” torna mais lenta a expiração, o que revitaliza o coração.


2- Respiração regulada : Quando o som é uniforme a respiração torna-se contínua.


3- Respiração completa : Expira-se todo o ar residual dos pulmões, logo a inalação torna-se mais profunda.


4- Controle e relaxamento : Para que o som seja uniforme, é imprescindível o relaxamento dos músculos respiratórios durante a expiração.



EFEITOS MENTAIS:


1. Ocorrência de ondas do tipo “Alfa” no cérebro, as quais induzem calma, paz e relaxamento de tensões em geral.


2. Activa a secreção de substâncias como a “serotonina” e “endorfinas”, que incrementam ou estabelecem a sensação de satisfação existencial de forma continuada. Estimula e exercita a actividade equilibrada dos dois hemisférios cerebrais.


3. Notável aumento da capacidade de concentração e memória.


4. Induz à estabilidade emocional.



O OM pode ser emitido de forma audível somente na expiração, podendo ser entoado mentalmente durante a inspiração, intensificando a paz mental.



Repetir com frequência o mantra OM mentalmente, poderá notar serenidade e paz mental.



“Respire OM, coma OM, pense OM, viva OM, seja OM”. Swami Sivananda e acrescento eu na gravidez e no parto também :)



Venha experimentar uma aula de Yogilates e praticar o "OM"!


Agenda mês de Julho

* Cursos de preparação para o nascimento *

Em Sintra aulas particulares ou em grupo de preparação para o nascimento de um bebé, de uma mãe de um pai... de uma família! ( horário a combinar)

Em sua casa no horário que quiser!

* Recuperação Pós Parto *

No espaço Hug em Linda-a-Velha ( 2ª e 4ª ás 17h )
 
No espaço DSO em Sintra ( 2ª e 5ª ás 15h )

Em sua casa no horário que quiser!

* Mammy & Baby Gym *

No espaço Hug em Linda-a-Velha ( 2ª e 4ª ás 17h )
 
No espaço DSO em Sintra ( 3ª e 5ª ás 17h )
 
Em sua casa no horário que quiser!


* Yogilates *

DSO em Sintra ( 3ª e 6ª ás 9h30m)
 
Em sua casa no horário que quiser!


* Yogilates para grávidas *

No espaço Zen&Terapias na Malveira ( 3ª e 6ª ás 19h30m)

No espaço Hug em Linda-a-Velha ( 2ª  ás 18h )
 
No espaço DSO em Sintra ( hórarios em breve )
 
Em sua casa no horário que quiser!

Contacte-me para saber preços e mais informações!

A visualização criativa do parto - workshop Dia 4 de Julho

Workshop para acompanhantes de parto ( não profissionais ) Dia 11 de Julho




Avó que amamenta o seu neto???

Quero partilhar uma historia que ouvi no outro dia...

Lembrei-me dela depois de ver esta foto no Site Brasileiro Amigas do Parto.









Uma grávida contou-me que a sua mãe amamentou um neto...

Acreditem que é possível... basta estarmos dispostas a isso...
Eu a dar de mamar aos meus netos? nunca me tinha lembrado disso :)

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Instruções Básicas para Meditação da Respiração

(Originalmente publicado no Acesso ao Insight)

A técnica que irei ensinar é a meditação da respiração. É um bom tópico independentemente da sua orientação religiosa. Como meu mestre disse certa vez, a respiração não pertence ao Buddhismo ou Cristianismo ou a qualquer seita. É propriedade comum que qualquer pessoa pode usar para meditar. Ao mesmo tempo, de todos os tópicos de meditação que existem, é provavelmente o mais benéfico para o corpo, pois quando estamos lidando com a respiração, não estamos lidando somente com o ar que entra e sai dos pulmões, mas também com todas as sensações de energia que percorrem o corpo com cada respiração. Se você conseguir aprender a se tornar sensível a essas sensações, e permitir que elas fluam facilmente e sem obstruções, você poderá auxiliar o seu corpo a funcionar mais facilmente, e dar para a mente um meio para lidar com a dor.

Então vamos todos meditar por alguns minutos. Sentem-se confortavelmente eretos, em uma posição equilibrada. Vocês não precisam ficar duros e retos como um soldado. Tentem somente não se inclinar para a frente ou para trás, ou para a esquerda ou direita. Feche os olhos e diga a si mesmo, "Que eu possa ser verdadeiramente feliz e livre de sofrimento." Isso pode parecer uma forma estranha, até egoísta, de começar a meditar, porém existem boas razões para isso. Primeiro, se você não consegue desejar a sua própria felicidade, não há meio de que você possa honestamente desejar a felicidade de outros. Algumas pessoas necessitam se lembrar constantemente de que elas merecem a felicidade — nós todos a merecemos, porém se não acreditamos nisso, encontraremos constantemente formas de nos punir, e acabaremos punindo outros de forma sutil ou grosseira também.

Segundo, é importante refletir acerca do que é a verdadeira felicidade e onde ela pode ser encontrada. Um momento de reflexão mostrará que você não poderá encontrá-la no passado ou no futuro. O passado já passou e a sua memória dele não é confiável. O futuro é uma grande incerteza. Portanto, o único lugar onde realmente podemos encontrar a felicidade é no presente. Porém mesmo aqui você tem que saber aonde procurar. Se você tentar basear a sua felicidade em coisas que mudam — aparências, sons, sensações em geral, pessoas e coisas externas — você está buscando desapontamento, tal como construir uma casa sobre um penhasco em que já ocorreram deslizamentos várias vezes no passado. Dessa forma a verdadeira felicidade deve se procurada dentro de você. A meditação é como uma caça ao tesouro: encontrar na mente aquilo que tem valor consistente e imutável, algo que nem mesmo a morte consegue tocar.

Para encontrar esse tesouro nós precisamos de ferramentas. A primeira ferramenta é o que estamos fazendo agora mesmo: desenvolvendo boa vontade para dentro de nós mesmos. A segunda é disseminar essa boa vontade para outros seres vivos. Diga a si mesmo: "Todos seres vivos, não importa quem sejam, não importa o que lhe tenham feito no passado — que todos eles também encontrem a verdadeira felicidade." Se você não cultivar esse pensamento, e ao invés disso, trazer rancores para a sua meditação, isso é tudo que você será capaz de ver quando olhar internamente.

Somente quando você tiver limpado a sua mente desta forma, e tendo colocado os assuntos externos de lado, você estará pronto para focar na respiração. Traga a sua atenção para a sensação da respiração. Inspire e expire longamente por algumas vezes, focando em qualquer ponto do corpo em que a respiração seja notada facilmente, e que a sua mente se sinta confortável. Pode ser no nariz, no peito, no abdômen, ou qualquer outro ponto. Permaneça com esse ponto, observando a sensação que é produzida pela inspiração e pela expiração. Não force a respiração, ou pressione o seu foco de maneira muito intensa. Permita que a respiração flua naturalmente, e simplesmente fique de olho na sensação. Saboreie a sensação, como se ela fosse algo especial que você queira prolongar. Se a sua mente divagar, simplesmente traga-a de volta. Não fique desencorajado. Se ela divagar 100 vezes, traga-a de volta 100 vezes. Mostre-lhe que a sua intenção é séria, e eventualmente ela cederá.

Se você quiser, pode experimentar com diferentes tipos de respiração. Se a respiração longa é confortável, permaneça com ela. Se não é, mude para qualquer ritmo que lhe pareça tranqüilizador para o corpo. Você pode tentar a respiração curta, respiração rápida, respiração lenta, respiração profunda, respiração superficial — qualquer uma que lhe pareça mais confortável exatamente agora...

Uma vez que a respiração esteja confortável no ponto que você escolheu, mova a sua atenção para observar como a respiração é sentida em outras partes do corpo. Comece focando na área imediatamente abaixo do umbigo. Inspire e expire, e observe a sensação naquela área. Se você não perceber nenhum movimento, simplesmente esteja consciente do fato de que não existe movimento. Se você sentir movimento, observe a característica do movimento, para ver se a respiração é sentida de maneira não uniforme, ou se existe alguma tensão ou firmeza. Se houver tensão, pense em relaxá-la. Se a respiração for sentida de forma irregular, pense em tranqüilizá-la... Agora mova a sua atenção para a direita desse ponto — para a parte inferior direita do abdômen — e repita o mesmo processo... Então para a parte inferior esquerda do abdômen... Então para cima para o umbigo... direita... esquerda...para o plexo solar... direita... esquerda... o meio do peito... direita... esquerda... a base da garganta... direita... esquerda... para o meio da cabeça... (tome alguns minutos para cada ponto).

Se vocês estivessem meditando em casa poderiam continuar este processo por todo o corpo — pela cabeça, pelas costas, pelos braços e pernas até a ponta dos dedos das mãos e dos pés — porém como nosso tempo é limitado, eu lhes pedirei que retornem o seu foco para qualquer um dos pontos anteriores. Deixe que a sua atenção se estabeleça confortavelmente nesse ponto, e então deixe que a sua atenção se espalhe para preencher todo o corpo, da cabeça até a ponta dos pés, tal como se você fosse uma aranha sentada no meio da teia. Ela está sentada em um ponto porem sensível a toda a teia. Mantenha a sua atenção expandida dessa forma — você tem que fazer um certo esforço, pois a tendência será de contrair-se a um ponto somente — e pense a respeito da respiração entrando e saindo de todo o seu corpo, através de cada poro. Deixe a sua atenção simplesmente permanecer assim durante algum tempo — você não precisa ir a nenhum outro lugar, não há mais nada acerca do que pensar... E depois suavemente saia da meditação.

 

O controle da composição do leite - Dr. González

 

Não só a quantidade de leite produzida, como também sua composição, depende da forma como o bebê mama. O bebê controla o peito para obter o tipo de leite que necessita em cada momento.

A quantidade de gordura no leite aumenta ao longo da mamada. Não é um aumento pequeno; está comprovado que a concentração de gordura ao final da mamada pode ser cinco vezes maior que no princípio. Às vezes, fala-se em "leite do princípio" e "leite do final"; mas não é que existam dois tipos de leite, "plim", acabou o leite desnatado e agora sai leite com gordura. A quantidade de gordura (e, portanto, de calorias) vai aumentando gradualmente, como se mostra no esquema da figura 1. No princípio, o bebê mama poucas calorias em grande quantidade de leite; ao final, muitas calorias em pouco volume. Veja que nesse gráfico não aparece o tempo. O tempo depende da velocidade em que o bebê mama; pode ser que mame tudo que quer mamar em dois ou três minutos, ou pode precisar de mais de vinte.

 

Assim, quanto mais leite o bebê ingerir em uma determinada mamada, maior será a quantidade de gordura ingerida (é possível que haja um limite máximo, claro, mas esse limite nunca se alcança, porque como já dissemos, um bebê nunca esvazia o peito completamente). Quando solta o peito, essas últimas gotas que ainda caem têm uma concentração de gordura muito alta. Quando voltar a mamar, após algumas horas, as primeiras gotas de leite terão muita pouca gordura. Aquele último leite concentrado foi sendo diluído durante esse intervalo com o novo leite, mais aguado, que foi produzido nesse período. Acredita-se que também aqui exista um autocontrole, e que, se o bebê deixa dentro do peito muita quantidade de gordura, esta inibe a produção de mais lipídios e o leite produzido em seguida é mais aguado que o habitual. Como se o bebê dissesse: "mamãe, não consigo terminar de comer esse macarrão, está muito gorduroso." e ela responde, "não se preocupe, na próxima vez colocarei menos óleo".

Suponhamos que o bebê pegue e solte o peito, mas após cinco minutos, volte a mamar. Sairá leite com pouca gordura? Claro que não, não houve tempo para que o leite recém produzido tenha diluído o que ficou no peito no fim da mamada anterior. Sairá, desde o princípio, o mesmo leite "do final" que estava saindo há alguns instantes. A quantidade de lipídios do começo da mamada depende do nível que se alcançou na mamada anterior e do tempo transcorrido desde então.

A todo momento, estamos falando de um só peito. Mas, claro, tem também o segundo. Tomar 100 ml de um só peito não é o mesmo que tomar 50 ml de cada um; no segundo caso, o bebê está tomando muito menos gordura e, portanto, muito menos calorias. E também não é o mesmo que tomar 70 e 30, 85 e 15...

 

E se não é o mesmo, o que é o melhor? Quando tirar o bebê do primeiro peito para colocá-lo no segundo? Não fazemos idéia. Não sabemos qual a quantidade de lipídios que um bebê necessita (os livros de nutrição podem dizer coisas como: “os lactentes entre seis e nove meses necessitam entre x e y miligramas/quilo/dia de lipídios”, mas não pode nos dizer quantos lipídios Laura de Souza, de 8 meses, necessita tomar essa tarde às 16h28min), não sabemos qual a quantidade de lipídios tem o leite no princípio da mamada, não sabemos quantos ml de leite já tomou, não sabemos em qual velocidade está aumentando a quantidade de gordura no leite nesta mamada determinada, não sabemos qual a quantidade de gordura terá o leite do segundo peito, não sabemos qual a quantidade de leite do segundo peito que caberá no estômago dele. E como há gente capaz de dizer coisas como: “em dez minutos tire o bebê do primeiro peito para dar o segundo?” Vai saber! A ignorância dá asas à audácia.

 

Cada bebê dispõe, pois, de três mecanismos para modificar a composição do leite que toma a cada momento: pode decidir o quanto de leite vai tomar, quanto tempo demorará para voltar a mamar, e se mamará um peito ou dois. Foi comprovado cientificamente, analisando o leite em cada caso, que os três fatores influenciam na sua composição. A quantidade de leite ingerida deveria depender do tempo em que o bebê está no peito; mas a relação é tão variável (uns mamam depressa e outros devagar) que estatisticamente não há relação: não podemos dizer “se está mamando há cinco minutos, ingeriu 50 ml, se está há dez minutos, mamou 130 ml”. A concentração de gordura não depende da quantidade de tempo que o bebê mama e sim da quantidade de leite que o bebê mama no período. Veja bem, para um bebê determinado, em uma mamada determinada, é óbvio que se lhe tiramos do peito antes, terá tomado menos leite. E, se por uma lado é fácil medir quanto tempo mama, por outro é muito difícil saber quanto de leite tomou. Assim, para fins puramente didáticos poderíamos dizer que os três mecanismos de controle são:

- a duração da mamada;

- a frequência das mamadas;

- mamar um peito ou dois.

Cada bebê, em cada momento do dia ou da noite, modifica à vontade esses três fatores para conseguir o alimento que necessita.

 

Quando se tira o bebê do primeiro peito antes de que ele acabe (talvez porque alguém com boa vontade advertiu: “principalmente, dê o segundo peito antes que ele durma”), em vez do último leite do primeiro peito, tomará o primeiro leite do segundo peito. Isso significa, como indica a figura 2, que necessitará tomar mais quantidade para obter as mesmas calorias. Se a diferença for pequena, provavelmente não acontecerá nada. Toma um pouco mais de leite e problema resolvido. Mas se mudam o bebê de peito quando ainda teria que mamar muito do primeiro (por exemplo, quando tiramos do peito com dez minutos um bebê necessita de quinze ou vinte minutos) a quantidade de leite que teria de tomar é tão grande que, simplesmente, não cabe em seu estômago. Nos adultos, o estômago tem uma capacidade muito superior a que normalmente se usa; poderíamos tomar um litro de água depois de comer e quase não sentiríamos nenhum incômodo. Mas o estômago de um bebê é muito pequeno, quase não tem capacidade de reserva. O bebê se vê obrigado a soltar o segundo peito porque não agüenta mais nada, mas por outro lado, ainda está com fome; a situação é muito similar à que ocorre quando a pega está errada.



 

Em 1988, Michael Woolridge e Chloe Fisher publicaram na prestigiada revista médica Lancet cinco casos de bebês que apresentavam de forma continuada choro frequente, cólicas, diarreia e outros incômodos. Bastou dizer às mães que não tirassem o bebê do primeiro peito, mas que esperassem que ele soltasse sozinho quando acabasse, para que os problemas desaparecessem. Pouco depois, Woolridge e outros pesquisadores tentaram reproduzir experimentalmente a situação em um grupo de bebês saudáveis que não tinham problemas com a amamentação. Disseram à metade das mães que tirassem o bebê do primeiro peito após dez minutos, e à outra metade que esperassem que o bebê soltasse o peito espontaneamente. Pensavam que os bebês do primeiro grupo tomariam líquido demais, lactose demais e pouca gordura e, portanto, teriam cólicas, vômitos e gases. Mas os próprios bebês modificavam os outros dois fatores, o intervalo entre as mamadas e a decisão de mamar um peito ou os dois, de forma que ao longo do dia conseguiam mamar a mesma quantidade de gordura que o outro grupo e não tinham nenhum problema.

Como o bebê tem três ferramentas (lembre: frequência das mamadas, duração das mamadas, mamar um peito ou dois) para controlar a composição do leite, é possível que a maioria deles dê um jeito para controlar com duas delas, mesmo que tenhamos fixado a terceira arbitrariamente. Talvez aqueles cinco bebês que tiveram problemas para limitar o tempo de sucção sejam exceções, sejam bebês (ou mães) com menor capacidade fisiológica de adaptação. Do mesmo modo, todos nós caminhamos, mas na hora de correr uns irão mais depressa e se cansarão antes que os outros.

 

A capacidade de adaptação dos seres vivos pode ser muito grande, mas não podemos esperar milagres. Ao longo do século passado, muitos médicos se empenharam em controlar simultaneamente os três fatores: o bebê tem que mamar exatamente dez minutos de cada lado a cada quatro horas. A exatidão chegava a ser obsessiva; ainda hoje algumas mães perguntam se as quatro horas começam a contar desde quando o bebê começa a mamar ou desde que acaba (porque, claro, com dez minutos por peito e um entre eles para arrotar, seriam quatro horas e vinte e um minutos). Muitos livros e muitos especialistas nem sequer diziam “a cada quatro horas”, mas estipulavam as horas concretas: às oito, ao meio dia, às quatro, às oito e à meia noite. Nem pense em dar às nove, à uma e às cinco! Entre meia-noite e oito da manhã havia um descanso noturno de oito horas (passar metade da noite acordada vendo seu filho chorar e não podendo dar de mamar era chamado de descanso noturno). O intervalo de quatro horas era a recomendação da escola alemã. Também havia uma recomendação da escola francesa de dar de mamar a cada três horas, com descanso noturno de seis horas. Cabe perguntar se dar de mamar cinco ou sete vezes durante o dia influía no caráter nacional desses países. Também havia partidários de dar em cada mamada um peito ou ambos (esses últimos mais numerosos), o que no total perfaziam quatro teorias: um peito a cada três horas, dois a cada três, um a cada quatro horas e dois a cada quatro horas. Mas, habitualmente, cada médico seguia uma teoria somente e a defendia com entusiasmo.

 

Assim, os bebês se encontravam totalmente desarmados: não poderiam decidir sobre a frequência, nem sobre a duração, nem o número de peitos que deveriam mamar. E não podiam controlar nem a quantidade nem a composição do leite, tinham que se conformar com o que o acaso lhe determinava. Na maioria dos casos, a quantidade era insuficiente e a composição, inadequada; os bebês choravam, queixavam-se, vomitavam, não aumentavam de peso... Há uns anos, na Espanha, ainda amamentar aos três meses era raro, e fazê-lo sem ajuda de complemento era quase heroico.

 

Claro, também há casos em que, pela mais rocambolesca das coincidências, o bebê obtém a quantidade de leite de que necessita e com uma composição adequada mamando dez minutos a cada quatro horas. Essas raras exceções só vêm confirmar a fé dos médicos nos horários rígidos: “Isso de amamentar em livre demanda é uma bobagem. Eu conheci uma mãe que seguia ao pé da letra a regra de dez minutos a cada quatro horas, e tudo ia maravilhosamente bem; amamentou até os nove meses e o bebê dormia como um anjo e engordava perfeitamente. O que acontece é que as mães de hoje não querem trabalho, preferem a comodidade da mamadeira.”

Woolridge MW, Fisher C. Colic, “overfeeding” and symptoms of lactose malabsorptiom in the breast-fed baby: a possible artifact of feed management? Lancet. 1988; 2:382-4.
Woolridge MW. Baby-controlled breastfeeding: biocultural implications. En Stuart-Macadam P, Dettwyler KA, eds.: Breastfeeding. Biocultural perspectives. New York: Aldine de Gruyter, 1995.
Woolridge MW, Ingram LC, Baum LD. Do changes in pattern of breast usage alter the baby’s nutrient intake? Lancet 1990;336:395-397.

Tradução: Fernanda Mainier
Revisão: Luciana Freitas

Nota das tradutoras:

Resumindo, os bebês têm 3 mecanismos para controle das mamadas e da ingestão de leite:

1- a duração da mamada - portanto é um erro determinar que o tempo que o bebê deve mamar, nem 5 nem 10, nem 15, nem 50 minutos. Cada bebê controlará em cada mamada quanto tempo deve mamar. Se tiramos o bebê antes do tempo que ele vai determinar naquela mamada, é óbvio que terá mamado menos do que necessita.

2- a frequência das mamadas - portanto, é igualmente errado colocar intervalos fixos para mamadas: nem de 3 em 3 horas, nem de 4 em 4 horas, nem de 1 em 1 hora. O bebê é que determina se quer mamar 1 hora depois ou 3 horas depois. É o que chamamos livre demanda.

3- se quer mamar um peito ou dois - só devemos trocar o bebê de peito numa mesma mamada, se ele largar espontaneamente o primeiro e demonstrar que ainda quer mamar, e que o primeiro se esvaziou (se no primeiro ainda há leite, deve-se oferecer o primeiro novamente - se for na mesma mamada). Assim, a regra é um peito por mamada, a não ser que ele ainda queira mais. E sempre alternando os peitos a cada mamada.

Se colocarmos limites nesses três fatores, ou seja, determinar quantos minutos devem durar as mamadas, determinar o intervalo entre elas e oferecer sistematicamente sempre os dois peitos numa mesma mamada estaremos contribuindo e muito para que o bebê não ingira a quantidade de leite adequada ao seu desenvolvimento.

Esqueçam o relógio!
 
 
Obrigado Doula Rosa pela partilha da informação!

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Interessante...

Há um exercício que se aprende em coaching muito interessante e digamos que muito elucidativo. Temos de imaginar que um Médico nos diz que temos uma doença grave e que tempos apenas 15 dias de vida. Temos de imaginar isto e fazer uma lista de coisas que queremos ainda fazer. Convido-vos a fazer uma destas listinhas.

Depois de feita, voltamos ao Médico e ele diz-nos que afinal, não é assim tão grave e que ainda temos 6 meses de vida. Refazemos a lista de “afazeres”, é possível que acrescentemos coisas, ou não. Façamos então esta nova lista.

Dias depois vamos ver como está o nosso caso grave e eis que temos outra boa notícia! Afinal vamos viver mais 10 anos! Temos mais tempo, temos mais hipóteses de fazer mais, de produzir mais, de fazer mais gente feliz, de dar mais abraços e dizer “Deixa lá!”



Temos consciência de quanto o tempo é importante e valorizamo-lo de forma nunca feita. Passamos a viver com outra intensidade, com outra energia, com outra leveza, relativizamos todas as questões, perdoamos muito mais; temos vontade de fazer coisas que antes nos pareciam doidas, mas que gostávamos tanto de fazer… o pudor e a educação castradora que nos deram nem sempre ajuda. Temos muito medo do ridículo, do parecer mal… penso que isso esteja a desaparecer aos poucos, mas este pudor talvez esteja a dar espaço ao extremo oposto: à leviandade e desconsideração… A tal crise de valores que tanto se fala, ou melhor, falou, porque agora só se fala na crise económica, e nem percebemos que o que está por detrás da crise financeira é a falta de valores morais.



Convido-vos a fazer esta reflexão que pode ser deveras profunda e esclarecedora daquilo que nós genuinamente queremos, amamos e desejamos. Mas temos de fazer este exercício com calma, de preferência em silencio… vão ver o quão curioso é.

Nasceu uma estrela :)

E está outro Tomás a caminho ( alias 2! )
 
Nos nossos dias a escolha de um nome é feita sem grandes preocupações de significado, no entanto no passado a escolha do nome para um bebé era objecto de grandes preocupações, pois sabia-se que o nome influiria no futuro e no carácter dessa pessoa.

A escolha do nome era vista como um presságio.

 

Relato de Parto na água

Pedi autorização á Joana para partilhar este relato de parto no blog, foi um privilegio conhecer esta fantástica mulher, percebi logo que só podia acabar com um parto assim...

Um grande beijinho com saudades e admiração para as minhas colegas e amigas Sara e Ana, que mais uma vez mostraram o seu profissionalismo e dedicação.



Já sou mãe! Relato do meu parto em casa e na água!


Nada disto seria possivel sem a atenção, o carinho e elevado profissionalismo da minha enfermeira-parteira Ana Ramos e da minha doula Sara Almeida, a quem venho por aki agradecer, foram elas q me deram força e me fizeram acreditar q eu conseguiria e q podia continuar ;) ! Foi preciso ter mta paciência ;) ! Aki vai o relato:

A minha filha Catarina nasceu no dia 20 às 7h31!!!
O parto foi em casa, como planeado, dentro de água, na piscina q comprei p partos q é espectacular, a água ajuda mt realmente, tanto na fase da dilatação do alivio das contracções como na fase da expulsão, sabe mm mt bem ir p dentro de água! O pai ajudou-me a faze-la nascer, mandei-o entrar na piscina quando senti q faltava pouco p ela nascer, ele pos-se atrás de mime encostei-me a ele p fazer força, fizemos nascer a nossa filha de mãos dadas e eu c as pernas apoiadas nos pés dele p n ter tendência de fechar as pernas! Eu fiz tudo como quis, fui à casa de banho quando quis, punha-me nas posições q queria, e digo-vos ja q a posição de deitada era horrivel p suportar as contracções, eu normalmente punha-me de gatas p ultrapassar a contracção e descansava deitada, tb usei uma bola p me apoiar durante as contracções. Pude comer quando quis, e entrava e saia da agua quando queria tb! Tive o acompanhamento da minha enfermeira-obstetra, da minha doula, do meu namorado, da minha irmã e da minha sobrinha! A doula e a enfermeira estiveram sempre ao pé de mim, o q permitiu q o meu namorado descansasse e dormisse um bocado durante a fase da dilatação! Senti perfeitamente tudo o q se tava a passar no meu corpo, senti quando estava a ser a dilatação e dps a fase da expulsão, apesar de no final da dilatação ja estar um bocado drogadita, so a dizer asneiras, lol, dizem q é das endorfinas naturais, ou das hormonas n sei, mas entrei como q num estado de transe! As minhas águas só rebentaram às 6h da manhã com uma contracção mt forte, e dps eu quis entrar para a piscina e começou a fase de expulsão, pus-me apoiada na borda da piscina, de joelhos c as pernas abertas p dilatar bem a minha pélvis, senti mm vontade de fazer isto, era como me sentia melhor e foi mt natural! Houve alturas q pensei q n fosse conseguir, q doia mt, q so me apetecia morrer, lol, mas a enfermeira e doula dizem q isso é normal, q isso são pensamentos q se costumam ter mm no final! À medida q fazia força conseguia visualizar a minha pélvis a abrir e a cabeça da bebé a encaixar-se lá! Dps numa altura senti q estava mm próximo e q ia precisar da ajuda do meu namorado, pedi a ele p entrar na piscina, primeiro apareceu o cabelinho dela e em cada contracção eu ia dilatando cada vez mais a minha vulva e os tecidos, tive uma sensação de ardor q se chama "anel de fogo" q é a dor dos tecidos distendidos, mas a vontade de fazer força e de fazer a bebé nascer era superior a isso, e ao fim de algumas contracções, a minha vulva la se foi abrindo, os cabelinhos apareceram, eu fui tocando sempre na cabecinha p saber o q se estava a passar, até q ao fim de umas contracções saiu a cabeça, dps descansei uns minutos, lol, e fiz nascer o resto do corpinho da minha filha na contracção seguinte, foi espectacular! Senti o corpinho dela girar sozinho p os ombros passarem, a enfermeira disse-me q isso ia acontecer, e q o bebé fazia sozinho e foi verdade!!! A enfermeira pegou nela e passou logo p nós, foi mt emocionante e eu fikei logo consciente e saí logo do estado de transe p dar atenção à minha bebé, ela levantou a cabeça p olhar p nós qd a pegámos, chorámos os dois e ficamos os 3 abraçados, foi mt bom! Dps o pai cortou o cordão umbilical! Demos a primeira mamada ainda dentro de água e dps é q me levaram p a cama! Na cama fui cosida, so fiz 2 rasgões pequenos, um em cima, e outro no períneo, o de cima nem levou pontos e passado 2 dias ja tinha cicatrizado e o do períneo levou so 2 pontos, so rasguei 1 pouquinho de pele, nem chegou ao ânus, hoje ja fiz cocó normalmente e n me doi nada! Tb me pude logo sentar mm dps de ser cosida! O trabalho da doula e da enfermeira foi espectacular, estiveram sempre presentes e a dar-me mta força, disseram-me as palavras certas na altura certa, a doula estava sempre ao pé de mim, a abraçar-me a dar-me beijinhos e massagens, com palavras mt doces, fui tratada como uma princesa! A enfermeira interferiu o minimo possivel, às vzs auscultava a bebé, deu-me algumas indicações na fase da expulsão, dava-me palavras de ânimo, e na fase da expulsão verificou se estava tudo bem p a bebé sair e recebeu-a, dps coseu-me e fez mais uma série de coisas importantes q nem me dei conta! Elas são as duas, pessoas e profissionais espectaculares! Eu e o meu namorado ficámos os 2 mt satisfeitos c o meu parto! A minha filha nasceu com 3,900 kg, e 50,5 cm! Provavelmente se eu tivesse ido p o hospital tinham-me feito uma cesariana por ela ser mt grande, além de q ela tinha a cara virada p o meu coccix e dizem q assim é mais dificil, ou tinham-na tirado c forceps ou ventosas, e tinham-me cortado, além de q eu n teria suportado as dores se fosse p um hospital, eu acho q tinha-me passado e tinha entrado em pânico!
Gravámos o meu parto e quem quiser esta convidado p vir a minha casa ver! N vou dizer q n doi, nem q n custa, as dores são grandes à mm, mas pelo menos pude procurar formas de me aliviar, e qd tinha vontade de fazer cocó fazia, qd tinha vontade de fazer xixi e de comer tb, etc!
No dia a seguir, sentia-me mt cansada devido às dores musculares, doiam-me os musculos todos, acho q os usei a todos p fazer a expulsão, eheheh, tb perdi bastante gordura q ganhei durante a gravidez, já tenho outra vez as pernas quase sem gordura como tinha antes, a natureza realmente é espectacular!
Se tivesse ido p o hospital provavelmente tb n tinham esperado, pq a minha fase de dilatação durou mt tempo, desde as 11h30 até às 6h do dia seguinte, mas dps a expulsão foi "rápida", uma hora e meia, apesar de nos hospitais despacharem isso em 5 minutos!
Meninas, n acho bem q vos digam no hospital p aguentarem ou p n fazerem força, isso é completamente anti-natural e n sei se alguem o consegue fazer, eu n conseguiria, tinha vontade de fazer força, fazia força, mais nada!
Fartei-me de gritar, eheheh, acordei o predio todo, ainda vieram ca uns vizinhos mas aceitaram mt bem, no dia a seguir vieram me visitar!
Já fez 3 dias q ela nasceu e ja estou praticamente recuperada, ja n me doi nada no corpo, a n ser os pontos q dão 1 pouco comichão, mas é normal, n infectaram. Tb ja toquei na minha vulva e parece normal, parece q nem pari, eheheh Piscar o olho !
Já consigo fazer tudo em casa e tratar de tudo da minha menina, mas graças a deus n tive de me preocupar mt c isso pq tive cá a minha irmã e a minha sobrinha a ajudarem-me!
Tb acho importante dizer q minha filha nunca entrou em sofrimento fetal, a frequência cardíaca dela esteve sempre óptima, e tb q acho mt importante q mãe possa fazer as escolhas em relação ao parto, q posições tomar, o q fazer, quando e como fazer força, a natureza é sábia, e o q a mãe sente q é o melhor a fazer nakela altura é mm o melhor, o q o nosso corpo necessita nakele momento p akele acto! O nosso corpo sabe fazer cocó, fazer xixi, comer, tal como sabe parir, e ninguem sabe melhor do que o corpo da mãe como parir! É importante deixarmo-nos levar pelo q sentimos! Achei uma experiência surreal, de trancendência mm, percebi a capacidade enorme q o meu corpo tem e senti toda a força da natureza em mim! Poder parir à nossa vontade é espectacular, é feito naturalmente, n traumatiza e recupera-se mt bem! P mim n foi um choque, mas uma experiência linda, espectacular e de força!
Tb acho, e sei de casos q foram mm assim, q se alguma coisa n está bem, ou q n é possivel continuar o parto naturalmente, a mãe sente! Aconselho a todas as mulheres a pensarem bem no parto q vão ter, têm o direito de decidir, n é obrigatório ir p o hospital, e q acima de tudo confiem em si, na sua força, acima de tudo e de qualquer outra pessoa! O corpo é nosso, os filhos são nossos, nós é q sabemos o q é melhor p os nossos filhos e p nos no acto de parir, nós somos kem se preocupa mais!
N vos vou dizer q n há altura de duvida, em q desconfiamos q n vamos conseguir, afinal, temos de fazer akilo sozinhas, n vai nenhum médico puxar o nosso bebé com ventosas, ou cortar-nos p sair mais depressa, eu cheguei a pensar q me apetecia q alguem fizesse akilo pode mim, mas é natural pensar assim, e talvez isso é mais um factor a ajudar p q tudo corra bem, e no fundo, eu n keria k ninguem fizesse akilo por mim, nem mexesse no meu corpo, no fundo, eu keria fazer sozinha e sabia q era capaz! Na fase da expulsão da bebé, à medida q ia sentindo a vulva a abrir-se e a cabeça a aparecer, tinha perfeita noção do k se estava a passar e de k precisava de mais tempo p os meus tecidos permitirem a passagem da bebé! No hospital aceleram este momento, fazem a episiotomia p q o bebé saia mais depressa, ou usam forceps ou ventosas, nem deixam as coisas acontecerem ou a mãe trabalhar poe ela própria! A episiotomia n é melhor q uns rasgõezitos, corta camadas musculares, pele, pode cortar nervos, vasos sanguineos, a recuperação é mais dificil e dolorosa, há estudos q dizem ja à mts anos q a episiotomia de rotina é desnecessária, e so sera necessaria em menos d 5% das mulheres, em portugal fazem acima de 90% nos hospitais...tudo pq n há calma, pq n se espera, pq n se deixa a mulher fazer o trabalho q é dela! No fim, senti-me mt realizada por ter conseguido! Foi mt bom!
Hoje estou mt feliz, tenho uma filha linda, perfeitamente saudável e n a sujeitei a nada desagradavel como o q sujeitam os bebés nos hospitais e n falo só no pós-parto imediato, mas tb, durante o trabalho de parto visto as induções levarem a sofrimento fetal, as cesarianas fazerem bebés nascer adormecidos e sem terem passado pelo processo de parto q é um momento importante das suas vidas e q sabe-se hoje q é mt importante q passem por esse momento na sua vida futura a nível psicológico!
Aconselho vivamente a todas as mães este tipo de parto, e pelo menos para pensarem mt bem no sitio onde vão parir e como kerem o vosso parto, q se informem e vejam o k é melhor p si, n se entreguem a outras pessoas, nem ao k vos dizem, vocês é q sabem o k é melhor p vocês!
Contactem-me para mais informações, q ajudo no que puder!


Joana Almeida

Sábado, 27 de Junho de 2009

Já nasceu...


Ver uma menina transformar-se em mulher... mamifera, guerreira, loba... é um privilégio...

Video-relato de Parto

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Nova formação para doulas

 

A Associação Doulas de Portugal vai lançar mais uma Acção de Formação Inicial para doulas que terá lugar no Fundão de 25 a 27 de Setembro e 9 a 11 de Outubro.

Para pré-inscrições devem enviar e-mail para geral@doulasdeportugal.org com nome, profissão, contactos e motivos de interesse para fazer esta formação.

O preço é de 350 euros para sócios (a quota é de 30 euros) e de 400 euros para não sócios.
As formadoras serão Ana Raposeira e Luísa Condeço.

As inscrições são limitadas.
 
 
http://doulasdeportugal.blogspot.com/
 

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

 

Ajuda para um trabalho jornalístico

A ideia é falar das coisas que se dizem às grávidas em trabalho de parto. Especialmente as enfermeiras(os), mas também os anestesistas e os médicos. Isto no sentido mau, claro. Do género: «Quando estavas a fazê-lo não gritavas pois não?» E outros que podem ser considerados mais soft, mas que também incomodam, como mandar calar ou dizer «vá lá, porte-se bem». Ou qualquer comentário pouco apropriado para quem está numa situação vulnerável como é estar a parir num hospital.
 
Não te cales, se alguém te disse algo que não gostaste em Trabalho de Parto contacta-me para te encaminhar para uma jornalista.
As futuras mães agradecem!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Barrigas de Amor

http://www.barrigasdeamor.com/

Vai-se realizar a 3a edição do Mundo da Grávida
28 Junho no Parque dos Poetas em Oeiras.
Entrada livre.
 
Este ano irei só como visitante... consultem o programa tem actividades muito interessantes.

Relato de Parto Hospitalar


Fui eu que fiz meu filho nascer – Sara Mexko

Em primeiro lugar gostaria de dizer que estou muito orgulhosa de mim mesma. E não por ser metida, mas porquê eu consegui fazer meu filho nascer e também porquê fiz um filho lindo. Resolvi escrever o relato, pois ter lido o relato de parto de outras mulheres me ajudou a me sentir segura para ter meu amado filho de parto normal. Ficarei muito feliz se puder contribuir com outras mulheres e pais companheiros.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Ser Mãe

 

 

Ser Mãe
É ser poderosa,
Um milagre da natureza:
É dividir os gestos por cem
E não perder a destreza.
Que lição maravilhosa!

Ser Mãe
É encher-se de ternura
Por sustentar a vida que brota
E torná-la suavemente madura
Em cada compasso,
Em cada nota!

Ser Mãe
É a mesma transfiguração da vida
Que se oferece, atenta, total,
Sem medida,
Dando à criança que chega
O lugar principal!

Ser Mãe
É acrescentar de novo a velha história,
Expandir a ternura dos horizontes,
Regar o lado seco da memória
Com a frescura meiga das fontes!

Medina de Gouveia

Parto Domiciliar - Perguntas e Respostas mais freqüentes para quem deseja fazer escolhas informadas

Recebi este mail do Dr. Ricardo Jones, Obstetra Brasileiro e tinha de partilhar...


1) E se você quiser tomar algo para a dor? Existem varias formas de alivio da dor que estão disponíveis num parto domiciliar. Varias técnicas de gerenciamento da dor que você mesma pode controlar ajudam muito, mas também existem medicações que podem ser usadas num parto em casa para ajudar a mãe a lidar com a dor. Na Inglaterra, parteiras normalmente levam o gás Entonox (Oxido Nitroso e Oxigênio, também chamado de "gás e ar") para o atendimento em domicilio, e opiáceos injetáveis como Pethidine podem ser usados se essa for a sua preferência.



2) Você não poderá tomar a anestesia peridural em casa - se você achar, durante o trabalho de parto, que você realmente quer a anestesia, a transferência para o hospital será feita para que isso seja possível. Você poderá achar a espera difícil, mas mantenha em mente que mesmo mulheres que tem um parto planejado no hospital muitas vezes também precisam esperar para receber a peridural. Anestesia peridural deve ser administrada por um anestesista e é difícil prever quando um deles estará disponível, já que anestesistas normalmente trabalham em diversas áreas do hospital e não apenas na área de maternidade. Eles podem ter sido chamados para aplicar anestesia de emergência em alguém que acabou de se acidentar, por exemplo. Sua parteira poderá ligar com antecedência assim que você decidir pela transferência, para tentar fazer com que você receba a anestesia assim que chegar ao hospital.



3) E se você tiver uma hemorragia pós-parto? Parteiras levam para partos domiciliares as mesmas medicações que são usadas para expelir a placenta e contrair o útero que se usam em hospitais. Incluindo ocitocina e ergometrina, muitas vezes administrados em combinação com o nome Syntometrine. Se esses remédios não controlarem a hemorragia, a parteira chamara uma ambulância e você será transferida, e administrara medidas de emergência no meio tempo, como dar fluidos intravenosos e manualmente comprimir o útero.



*Porem, é significantemente menos provável que você terá uma hemorragia pós-parto num parto domiciliar do que num parto hospitalar*, porque o risco de hemorragia pós-parto aumenta com intervenções como fórceps ou ventosa e indução de trabalho de parto, que são somente feitas no hospital.



4) E se você precisar de fórceps ou ventosa? No passado, médicos de família, às vezes, utilizavam fórceps em partos domiciliares. Porém, partos com fórceps aumentam os riscos para o bebe (por exemplo: contusão na cabeça, ou complicações como distócia de ombro) e para a mãe (laceração extensa e/ou sangramento). Por essas razões, partos com fórceps não são realizados em domicilio na Inglaterra hoje em dia. Se você precisar de fórceps, por exemplo, se o trabalho de parto não evoluir no segundo estagio, você será transferida para o hospital. Algumas mulheres nessa situação chegam ao hospital e dão a luz naturalmente, enquanto outras realmente precisam de fórceps. Normalmente não é uma situação emergencial, mas transferência por progressão demorada pode ser desconfortável e frustrante para a mãe.



5) E se você precisar de uma cesárea? Se você precisar de uma cesárea você será transferida para o hospital. A maioria das cesáreas não planejadas é realizada por progressão lenta do trabalho de parto, onde nem a mãe nem o bebe estão em perigo imediato. Uma cesárea assim pode ocorrer depois que a mãe for transferida para o hospital por progressão lenta, talvez tenha tomado a anestesia peridural para descansar um pouco, e um soro de ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto. Também pode ocorrer apos uma tentativa frustrada de trazer o bebe ao mundo com fórceps ou ventosa.



O termo "cesárea de emergência" pode ser confuso, porque uma cesárea de "emergência" significa de fato apenas que é uma cesárea que não foi planejada no inicio do trabalho de parto, não fazendo diferença se o bebê e a mãe estão em perigo imediato ou não. O que assusta a maioria das pessoas é uma "cesárea de emergência real", onde o bebe deve ser tirado do útero com urgência. Isto raramente ocorre em gestações de baixo risco que termina em trabalho de parto fisiológico (espontâneo). Porém, pode acontecer. Os batimentos cardíacos do bebe podem indicar para a parteira que o bebe esta em stress severo. Talvez o cordão esteja enrolado no pescoco - o que ocorre, em media, em um terço de todos os partos e normalmente não acarreta problemas - mas em alguns casos o bebê pode ter sua fonte de oxigênio comprometida. Talvez o cordão tenha ficado comprimido dentro do útero. A mãe pode estar sangrando por causa de um descolamento parcial da placenta ou, muito raramente, de uma ruptura do útero. Em uma situação de emergência extrema como essas, a parteira chamaria uma ambulância imediatamente, e iria telefonar para o hospital e pedir que seja preparada uma sala no centro cirúrgico e uma equipe chamada. A ambulância, então, levaria a mãe diretamente para o centro cirúrgico. Durante a espera pela ambulância e transferência, a parteira pode inserir o soro intravenoso ou deixar a entrada de uma veia preparada para a colocação do soro assim que a ambulância chegar ou já no hospital. No passado, equipes obstétricas eram levadas de helicóptero para emergências extremas em partos domiciliares. Porem, esse tipo de assistência foi sendo extinta na Inglaterra por se ver que, em geral, a assistência era menos segura e menos efetiva do que a transferência para o hospital.


Então quanto tempo você perderia ao ser transferida para o hospital? Obviamente depende da distancia entre a sua casa e o hospital, condições de transito, mas mesmo se você já estiver no hospital, a sala no centro cirúrgico precisara ser preparada e a equipe chamada. Existe uma tabela interessante num artigo por Tuffnell et al (veja as referencias abaixo) que lista os passos necessários entre a decisão pela cesárea e a retirada do bebe. Se você esta em trabalho de parto no hospital quando o seu bebe mostra sinais de stress, você ira se surpreender com o tempo que leva entre o medico indicar a cesárea e a cirurgia efetivamente começar.


Na Inglaterra a diretriz para retirada do bebe através de uma cesárea é 30 minutes entre decisão e nascimento, mas pesquisas sugerem que essa diretriz nem sempre é possível de ser seguida. Por exemplo, MacKenzie e Cook (2001) viram que, em media, o tempo entre decisão e nascimento em cesáreas de emergência onde havia stress fetal foi 42.9 minutos no grande hospital escola em Oxford, Inglaterra, onde a pesquisa foi feita. Tuffnel et AL (2001) viram que:


"66.3% das mulheres tiveram o bebe em 30 minutos; 88.3% em ate 40 minutos e 29 (4%) ainda não haviam tido o bebe em 50 minutos. Se a mulher fosse levada ao centro cirúrgico em 10 minutos, 409 de um total de 500 (81.8%) tiveram os bebes em 30 minutos e 495 (97%) em 40 minutos." Parece inevitável que durante a transferência do domicilio para uma cesárea de urgência se perca algum tempo, comparado com um parto planejado no hospital. Porem, dependendo de quanto tempo em media levara a sua transferência, a diferença não seja tão grande quanto se imagina. Se você puder chegar no centro cirúrgico em 20 minutos, por exemplo, a diferença será realmente muito pequena.


A questão para a maioria das mulheres é qual o real risco de necessitarem uma cesárea de urgência. Se você não esta numa categoria de risco, e você não teve intervenções durante o trabalho de parto que aumentem os riscos (por exemplo: indução, condução de trabalho de parto), as chances são realmente muito pequenas. Apenas você poderá decidir qual combinação de riscos é aceitável para a sua família.



6) E se o cordão estiver enrolado no pescoço? Em media 1 em cada 3 bebes nasce com o cordão enrolado no pescoco. Pode ser apenas uma volta, ou duas, ou três ou mais. Apesar de ser assustador quando ocorre, normalmente não é um problema; alguns bebës precisam de medidas de ressuscitação como massagear a pele, administrar ar ou oxigênio com balão ou mascara, mas a maioria fica bem sem nenhuma intervenção. Ocasionalmente pode ser mais serio, não importando onde o bebe nasce. E o problema seria tratado em casa da mesma maneira que seria tratado no hospital, em quase todos os casos.


Se o cordão está muito apertado, a cabeça do bebe pode não descer e os batimentos cardíacos iriam com quase toda a certeza mostrar padrões não tranqüilizadores quando o cordão fosse comprimido durante as contrações, quando a cabeça fosse empurrada para baixo. Parteiras atendendo em domicilio monitoram regularmente os batimentos do bebe, e se estes se mostrassem não tranqüilizadores, você então seria transferida para o hospital. Se os batimentos se mantivessem não tranqüilizadores você então terá uma cesárea.


Porem, na maioria dos casos, o cordão está solto o suficiente para permitir o nascimento através do parto normal. Se o bebe não mostra sinais de stress mais cedo no trabalho de parto e a sua cabeça desce no canal de parto, então a situação seria gerenciada da mesma maneira não importando onde você esta - afinal, não teria tempo de ser feita uma cesárea a tempo mesmo no hospital se o seu bebe apresentar batimentos não tranqüilizadores nos últimos 10 minutos do trabalho de parto. Quando a cabeça coroar, se o cordão está solto o bastante, a parteira ira passá-lo por cima da cabeça do bebe ou ira aparar a cabeça do bebe bem próximo ao seu períneo enquanto o corpo sai e dar uma "cambalhota" para que o bebê nasça através da circular do cordão. Se o cordão está muito apertado a parteira pode clampear e cortar o cordão assim que a cabeça coroar. Porem, muitas parteiras experientes sentem que é quase nunca necessário cortar o cordão em uma situação assim porque o útero contrai e a barriga do bebe desce, então o cordão ira ficar mais solto. Como uma parteira disse, o pior caso é quando o cordão rompe assim que nasce o bebe; e qual a diferença entre romper e cortar?


Cortar o cordão muito cedo é contra indicado por duas razões principais. Primeiro, se os ombros do bebe ficarem presos apos o cordão ser cortado não existira fluxo de oxigênio ate que ele nasça. Segundo, cortar o cordão prematuramente não permite que o bebe receba uma quantidade significativa de sangue que normalmente seria transferida da placenta e cordão nos primeiros minutos apos o nascimento, e hoje em dia existem inúmeras pesquisas que mostram que esse sangue diminui o risco de anemia na infância, entre outros problemas.


Se o bebe não esta em boas condições ao nascer então a parteira ira ressuscitá-lo, e os passos tomados em casa são, ao menos em primeira instância, os mesmos que se tomaria no hospital.



7) E se houver prolapso de cordão? Prolapso de cordão é uma dessas situações de emergência que dão pesadelos as parteiras. Apresentação de cordão ocorre quando o cordão umbilical sai antes do bebe. Quando a cabeça desce, o cordão é comprimido e isso pode restringir o fluxo de oxigênio para o bebe. Prolapso de cordão é o próximo estagio - quando o cordão sai do útero antes do bebe, e pode ser sentido na vagina.


Algumas vezes a parteira ou medico podem empurrar o cordão de volta para cima, segurando a cabeça do bebe enquanto o fazem. Porém, muitas vezes uma cesárea de emergência será necessária. Se o prolapso de cordão ocorrer em casa, a sua parteira provavelmente ira pedir que você fique de quatro, com a sua cabeça mais baixa que o corpo e o bumbum levantado. Isso tira a pressão do seu colo de útero e, se der certo, do cordão também. A parteira pode ficar com uma mãe dentro de você, segurando a cabeça do bebe para longe do cordão, enquanto espera a ambulância chegar. Ela poderá ficar nessa posição enquanto a ambulância leva você para o hospital. Uma imagem interessante para os seus vizinhos - mas potencialmente uma que salvara o seu bebe. Porem, não ha como negar que esta é uma complicação onde qualquer perda de tempo pode ser fatal; não ha duvidas que um hospital é o melhor lugar para um prolapso de cordão. A questão é qual a possibilidade real de algo assim ocorrer?


Prolapso de cordão é uma complicação que pode ser falta em casa ou no hospital. Um estudo de partos domiciliares planejados do National Birthday Trust Fund da Inglaterra relatou incidência de prolapso de cordão. Em grupos domiciliares e hospitalares totalizando 10.695 mulheres, apenas um prolapso de cordão ocorreu, no grupo domiciliar, mas não houve morte fetal relatada*. Os autores apontam que prolapso de cordão ocorre em media uma vez a cada 900 partos (apresentação de cordão uma vez a cada 300), mas é muito mais comum em certas categorias de alto risco: bebes pélvicos ou transversos, bebes pequenos, excesso de liquido amniótico.


Poucas mulheres que planejam um parto domiciliar estarão em alguma destas categorias acima listadas.


**Nota: fomos contatadas pela mãe que participou deste estudo. Ela estava planejando um parto domiciliar, mas decidiu no fim da gestação por ter um parto hospitalar. Ao chegar no hospital em trabalho de parto, foi visto que ela tinha um prolapso de cordão e o bebe morreu. Não está claro se este é o caso mencionado acima. Como ela estava originalmente planejando um parto domiciliar, a morte de seu bebe será contada como morte no grupo de parto domiciliar planejado. Note que ela não estava em casa e nem sendo transferida quando isso ocorreu, ela estava no hospital. Bebes algumas vezes morrem por conta desse problema, não importando onde a mãe estava - mas o problema é que se acontece quando ela estava em casa, alguém, em algum lugar, ira culpar o fato de que era um parto domiciliar. Se ela estava no hospital, será apenas "um desses casos tristes".*



8) E se houver distócia de ombro? "Distócia de ombro" significa que a cabeça do bebê saiu, mas os ombros ainda estão presos dentro da mãe e não nascem espontaneamente com a próxima contração. Representa perigo de vida para o bebê já que ele não pode respirar até que o corpo saia - não há espaço para inflar os pulmões - mas o cordão pode ser comprimido já que a cabeça já saiu. É uma situação que pode ser aterrorizante tanto para o profissional de saúde quanto para a mãe, não importa aonde ocorra.


Todas as parteiras na Inglaterra devem ter sido treinadas em gerenciamento de emergência de distócia de ombros, e as manobras para liberar o ombro preso podem ser feitas tanto em casa quanto no hospital. Elas incluem mudar a mãe para uma posição onde deixe mais espaço para o bebê se mover através da pelve, a manobra de McRoberts onde a mãe é colocada de costas e os seus joelhos são empurrados na direção das axilas, e a parteira manualmente libera o ombro do bebê.


Existe apenas uma manobra que só pode ser feita no hospital e não em casa, mas esta é virtualmente não existente na Inglaterra - a manobra de Zavanelli, onde a cabeça do bebê é empurrada de volta para o corpo da mãe e aí é feita a cesárea. Por causa do tempo que levaria para a cesárea ser realizada, as circunstâncias onde esta manobra salvam a vida do bebê são extremamente raras.



9) E se o bebê precisar de ressuscitação? Parteiras na Inglaterra normalmente levam equipamento de ressuscitação para partos domiciliares, e todas tem treinamento em ressuscitação de recém-nascidos. A maioria dos métodos de ressuscitação usados em hospitais está disponível para partos domiciliares, especialmente os que são utilizados após um parto normal espontâneo.


"Ressuscitação" é um termo que se usa para várias medidas diferentes que objetivam encorajar ou possibilitar um recém-nascido a respirar por si próprio. As formas mais comuns incluem:



· Estimular o bebê massageando vigorosamente sua pele

· Aspirar a boca e o nariz com, por exemplo, uma seringa estilo pêra ou uma máquina de aspirar nariz para remover muco, etc, que podem estar obstruindo as vias aéreas

· Ventilar o bebê - dando ar e oxigênio pressurizado. Isso pode ser feito com um "ambu" ou "saco e mascara", que a parteira opera manualmente, ou por entubação, onde um tubo é colocado na traquéia e que pode ser ligado a um aparelho de ventilação

· Se a respiração do bebê está fraca porque a mãe recebeu Pethidine ou outros opiáceos durante o trabalho de parto, o antídoto Naloxone (Narcan) pode ser administrado

Aspiração, administrar Naloxone, dar oxigênio e ventilar com saco e mascara podem ser feitos em casa. Intubação também pode ser feita em casa desde que a parteira seja treinada para isso, mas é um procedimento que por sis ó pode ser perigoso para o bebê e pode ocasionar ou piorar o stress respiratório, e normalmente só é feito no hospital, e mesmo lá somente em situações com sério risco. Se ressuscitação prolongada for necessária, as parteiras utilizarão a ventilação com saco e mascara até que o bebê seja transferido para o hospital. As diretrizes da Organização Mundial de Saúde para ressuscitação de recém-nascidos incluem informações sobre como ventilar um bebê usando saco e mascara. Note-se que é a mesma recomendação para primeiros socorros não importando onde o bebê nasceu.


De uma maneira geral, partos domiciliares na Inglaterra são atendidos por duas parteiras, então se por ventura tanto a mãe quanto o bebê necessitarem de ajudam logo após o parto, uma profissional estará disponível para cada um.


Abaixo alguns comentários de uma parteira com experiência em partos domiciliares e hospitalares.

*A visão de uma parteira sobre ressuscitação em partos domiciliares*

O que eu tenho disponível para ressuscitação de recém-nascidos em casa é:

· Peço para a mãe e o pai terem várias toalhas disponíveis, e nós as aquecemos quando chega perto da hora do bebê nascer

· Uma superfície reta e firme para ressuscitação (uma bandeja grande é portátil, o chão funciona bem para uma emergência, o topo de uma cômoda ou um trocador é o ideal) num quarto quente e sem vento

· Um bom abajur para verificar a cor do bebê (não necessário se o bebê está chorando)

· Equipamento para aspiração manual em caso de mecônio ou outra obstrução das vias aéreas

· Oxigênio e um ambu, com vários tamanhos de mascaras diferentes para bebês de tamanhos diferentes, para inflar os pulmões

· "Gudel airways" - útil quando as narinas do bebê não funcionam, para que ele possa respirar pela boca até chegar ao hospital



O que eu não tenho disponível, e que existe no quarto no hospital:

Equipamento para aspiração mecânica

· Laringoscópio e tubo endotraqueal

· Medicação (apesar de que eu posso, teoricamente, levar Narcan caso a mulher decidir usar Pethidine, e eu posso levar quaisquer outros tipos de medicação comigo)

· Alguém para vir correndo assim que eu apertar o botão de emergência no quarto


Porém, se eu estivesse num o parto domiciliar onde o bebê não respire no primeiro minute, eu pediria que alguém chamasse os paramédicos, que trazem consigo o equipamento de aspiração mecânica, o laringoscópio e tubo endotraqueal, e provavelmente os remédios também. E eles sabem utilizá-los e estão bem treinados.

Escrito por *Viv*, parteira inglesa

O estudo do National Birthday Trust Fund da Inglaterra sobre partos domiciliares mostrou que bebês planejados para nascer em casa têm menos chances de precisar de qualquer forma de ressuscitação do que bebês planejados para nascer no hospital, mas os riscos foram similares. Bebês que nasceram no hospital após uma transferência de um parto planejado para ser domiciliar têm mais chances de precisar de ressuscitação, porém muitos desses casos de transferência ocorrem por complicações que aconteceram durante o trabalho de parto. E, claro, como esses bebês nasceram no hospital, o fato de suas mães terem originalmente planejado partos domiciliares não afetou a disponibilidade de atendimento de ressuscitação para os bebês.

Resultados do estudo:

Partos domiciliares planejados:
Partos hospitalares planejados:

Aspiração: 11.3%
Aspiração: 18%

Saco e máscara: 5.6%
Saco e máscara: 9.1%

Intubação: 0.6%
Intubação: 0.8%





9) E se o seu bebê morrer? Como você irá reagir? Alguns bebês morrem após ou durante um parto domiciliar. Alguns bebês morrem após ou durante um parto hospitalar. A morte pode ser causada por deformidade congênita, ou por problemas que aconteceriam não importando o local do nascimento. Muito raramente um bebê que morre após um parto domiciliar teria sobrevivido se o parto fosse realizado no hospital. Talvez uma cesárea de urgência é necessária, e a transferência para o hospital é demorada. E o outro lado também é verdadeiro - alguns bebês morrem após partos hospitalares e poderiam ter sobrevivido num parto domiciliar. Isso pode ocorrer por problemas respiratórios decorrentes de uma cesárea, infecção hospitalar, ferimentos após parto com fórceps, reações adversas a medicamentos dados à mãe durante o trabalho de parto, ou stress ou ferimento decorrente de indução ou condução do trabalho de parto.


Algumas vezes não é possível saber se o resultado final poderia ter sido diferente em outro local. As pessoas especulam, mas em casos individuais, é difícil saber. O que nós podemos fazer é ver os resultados de um grande número de partos domiciliares planejados e perguntar se é mais provável um bebê morrer - ou ser ferido - em casa ou no hospital. Muito do conteúdo deste site é dedicado à essa pergunta, e o consenso da imensa maioria dos especialistas é que bebês não correm maior risco de morrer, e mães e bebês correm menor risco de ferimentos quando se escolhe um parto domiciliar. Dê uma olhada nas páginas de pesquisa para sumários de todas as pesquisas recentes sobre parto domiciliar às quais eu tive acesso. Há dois relatos de parto neste site de famílias cujos bebês morreram após um parto domiciliar. Em ambos os casos o bebê não respirava sozinho, e apesar de ressuscitação imediata e transferência rápida para o hospital, ambos morreram. Nos dois casos, os pais tiveram seu próximo bebê em casa. Leiam os relatos de Nicky e Megan, em memória dos bebês que elas perderam, e em celebração dos bebês que vivem.


*Referências* *Mackenzie and Cooke, 2001:*
BMJ 2001;322:1334-1335 ( 2 June )
Prospective 12 month study of 30 minute decision to delivery intervals for
"emergency" caesarean section
I Z MacKenzie, clinical reader in obstetrics and gynaecology, Inez Cooke,
clinical lecturer in obstetrics and gynaecology.
Nuffield Department of Obstetrics and Gynaecology, University of Oxford,
John Radcliffe Hospital, Oxford OX3 9DU

*Tuffnell et al, 2001*
BMJ 2001;322:1330-1333 ( 2 June )
Interval between decision and delivery by caesarean sectionare current
standards achievable? Observational case series
Derek J Tuffnell, consultant, Kath Wilkinson, clinical governance support
officer, Nicola Beresford, senior house officer.
Maternity Unit, Bradford NHS Trust, Bradford BD9 6RJ

Você pode ler essas pesquisas na íntegra no site do British Medical Journal
(http://bmj.bmjjournals.com/ )


Domingo, 21 de Junho de 2009

Para os "meus" bebés aquaticos...

O ultimo parto que acompanhei na agua foi no dia 6 de Março.... estou a ficar com saudades....

O ultimo parto que acompanhei foi "em andamento" :) Nasceu a minha 3ª Maria no dia 10 de Junho

Com 2 filhos pequenos as vezes temos de tomar decisões que custam um bocadinho...

Este filme fez-me recordar os bebés que vi nascer na agua....





Não sei muito bem o meu caminho.... espero encontra-lo....

Sábado, 20 de Junho de 2009

Se estas a amamentar e queres doar o teu leite contacta a Mac!

Mães interessadas em doar e receber leite já contactam a Alfredo da Costa

O primeiro banco de leite humano em Portugal deve começar a funcionar este mês na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, depois de alguns contratempos que adiaram, em vários meses, a sua entrada em funcionamento.

O banco de leite materno foi apresentado à imprensa a 15 de Janeiro e, na altura, o director da maternidade, Jorge Branco, estimou que pudesse entrar em funcionamento no mês seguinte. Contudo, o facto de se tratar da primeira infra-estrutura do género em Portugal e de os responsáveis terem decidido fazer algumas alterações em relação ao projecto inicial fez que com que só agora o banco de leite esteja em condições de começar a funcionar com toda a segurança.

Israel Macedo, pediatra neonatologista da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), que tem estado a acompanhar este processo, disse ao JN que, durante este mês, deverão começar a seleccionar as mães-dadoras e a recolher leite. Logo que haja algum leite pasteurizado disponível, arranca a distribuição. Nesta fase inicial, o leite destina-se a alimentar os bebés prematuros internados nas unidades de cuidados intensivos e intermédios da MAC, cujas mães não têm leite suficiente ou, por qualquer razão, não os podem amamentar.

A administração do leite pasteurizado só será feita depois de os progenitores serem informados pelos médicos das vantagens e terem assinado um termo de consentimento esclarecido. Israel Macedo explica que o leite da dadora "não é tão bom como o leite da própria mãe, mas não é tão artificial como o leite que é dado aos bebés quando as mães não os podem amamentar".

Pela experiência dos países onde já existem bancos de leite - são muito populares no Brasil e existem também nos Estados Unidos, Inglaterra e, mais recentemente, em Espanha -, o neonatologista acredita que, em pouco tempo, "os pais vão perceber e aceitar que, na impossibilidade de estes bebés serem alimentados com o leite da mãe, o leite da dadora é uma alternativa com bastantes vantagens em relação ao leite artificial". A este propósito, disse que a MAC já foi contactada por duas mães interessadas em receber leite humano pasteurizado (por já não poderem amamentar os seus bebés) e por várias mães interessadas em doar leite.

Quanto à selecção das dadoras, Israel Macedo garante que o processo é tão rigoroso quanto o dos dadores de sangue. Para começar, a mulher tem de ser mãe e estar a amamentar, não pode ser fumadora, nem consumir bebidas alcoólicas ou produtos estupefacientes. O processo de selecção começa com uma consulta/entrevista com um médico da MAC, onde a mãe é observada a amamentar o seu bebé e ensinadas técnicas de amamentação. Nessa consulta, é feita uma primeira colheita de sangue (que será analisada pelo Instituto Português de Sangue, a quem compete dizer se a mãe pode ou não doar leite) e entregue um kit que inclui um bomba eléctrica, recipientes para colheita e armazenamento de leite para uma semana e produtos de higiene da mama. O leite é guardado em casa, no congelador, e semanalmente recolhido por uma empresa especializada que o transporta, em condições térmicas especiais, para a MAC, onde é analisado e pasteurizado.

O leite é sujeito a análises bacteriológicas (se houver bactérias passíveis de produzir toxinas, é rejeitado) e só depois pasteurizado. O processo demora cerca de hora e meia e passa por expor o leite a temperaturas muito altas e depois negativas. Congelado, o leite dura cerca de três meses.

GINA PEREIRA

Fonte: Jornal de Notícias

Vale a pena?

Ter um parto natural quando podemos ter um parto sem dor?

Confiar no nosso corpo em vez de confiar no sistema?

Confiar numa parteira?

Ter uma Doula?

Será que vale a pena?




Quem já passou pela experiência... acha que valeu a pena?

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Sobreviver às "Horas Venenosas" e Stress Familiar

Estratégias eficazes para diminuir o Stress Familiar
Workshop de Coaching Parental

27 de Junho, Sábado, 15h00
Orientado por Sandra Azevedo e Ângela Coelho.

"Bom dia! Toca a acordar." Sentam-se nas camas. Voltam a deitar-se. "Não quero ir à escola." Como é possível. 7h 55 e todos de pijama! O que é que eu fiz de errado? Última tentativa: Mais um beijinho a cada um, uma festinha e... "Vamos lá a acordar para tomarmos o pequeno-almoço." Não se mexem!

Muitos de nós se identificarão com este relato. Gostaríamos de encontrar soluções, descobrir truques que resultassem. Situações como as descritas despertam em nós sentimentos negativos e a ideia de que não estamos a ser o pai ou a mãe que gostaríamos. Os desafios nos dias de hoje são imensos e por isso, por vezes, temos a sensação que estamos a desviar-nos do caminho que idealizámos.

O Coaching Parental permite que cada pessoa se torne no pai ou mãe que deseja ser. Ajuda a reduzir os níveis de stress e a aumentar a energia. Permite que cada um encontre estratégias feitas à sua medida que lhe possibilitam tirar o máximo prazer e satisfação da sua vida familiar e lidar, de forma positiva, com as suas questões familiares.

Datas: 26 de Junho (1ª sessão) e 4 de Julho (2ª sessão) - Sábados
Duração: 15h00 às 16h30
Participação: 50€ por pessoa / 85€ por casal

Inscrições até ao dia 25 de Junho.

O grupo está sujeito a um número mínimo e máximo de participantes.

Mais informações no link abaixo

http://www.bchillout.com/page_novida.asp?ID=30

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Comentário sobre Pai no parto.


 
*^_^* deixou um  comentário  no  post  "Pai no parto?":   quando perguntei quem tiveram e quem gostavam de ter no parto, eis a resposta: 

O pai, que não assistiu a este porque tive de ir para bloco a correr para ter ajuda de ventosa.

E a minha mãe, que é enfermeira e só não assistiu devido aos nervos.

Prescindo de uma doula (o meu marido e a minha mãe desempenham muito bem esse papel)

E claro um ou uma parteira (se for o meu obstetra tanto melhor) 


 Eu já escrevi, apaguei e voltei a escrever... mas acho que quem já teve uma doula no parto responde melhor que eu... digam lá porque foi importante terem uma Doula no vosso parto? 
 
Já agora, as Doulas não ficam nervosas como ficam as nossas mães e reduzem cerca de 40% o uso de ventosas :) Não estamos lá para somar e nunca para tirar o papel de ninguém.. se é importante o pai ou outro acompanhante estarem presentes a Doula nunca lhe vai tirar o seu protagonismo e participação.

Relato de parto

 

O que faz o texto a seguir interessante não é porque eu vivi uma história singular. Ela pode ter sido única por um ou outro detalhe. Mas o que faz valer à pena ler o texto abaixo é que este relato é muito parecido com qualquer relato de cesária. A cesárea -diferente do parto normal - é um procedimento, impessoal e padronizado.
Mas ele não está aqui para aterrorizar ou entristecer ninguém. Ele está aqui para que as mulheres que confiam em seus médicos saiam do piloto automático e se questionem se ele é tão bom obstetra quanto foi ginecologista.
Existem opções mas é preciso lutar por elas.
 
 
Continua aqui : http://partodochico.blogspot.com/

PIQUENIQUE VEGETARIANO

Associação Vegetariana Portuguesa
Pela sua Saúde, pelos Animais, pelo Ambiente… Por um mundo melhor!
www.avp.org.pt

PIQUENIQUE VEGETARIANO
DOMINGO, 28 DE JUNHO - 16H

NO JARDIM PERTO DOS JERÓNIMOS EM BELÉM, LISBOA

Associação Vegetariana Portuguesa organiza um piquenique vegetariano  para promover o convívio entre todos os vegetarianos, veganos, não-vegetarianos curiosos em relação ao vegetarianismo e sócios da Associação.

 Para além da partilha de comida vegetariana e vegana, haverá música, jogos surpresa e divulgação de informação relacionada com a AVP e o vegetarianismo.

  COM:

PARTILHA DE COMIDA VEGANA
DIVULGAÇÃO SOBRE VEGETARIANISMO
ANIMAÇÃO
CHI KUNG
CONVÍVIO
JOGOS

O QUE LEVAR PARA O PIQUENIQUE:
Comida vegetariana (de preferência vegana) para partilhar <
< Toalhas de piquenique >
> Utensílios reutilizáveis (copos, pratos, tigelas, talheres) <
< Instrumentos musicais >
> Amigos e familiares! <


Transportes:
Localização:  Mosteiro dos Jerónimos / CCB, perto de Belém em Lisboa
 
Comboio linha Cascais: Estação de Belém
Estação Fluvial de Belém: Barcos da Trafaria e Porto Brandão
Autocarros (Carris): 27, 28, 29, 43, 49, 51, 112
Eléctrico: 15
 
 Para dúvidas e informações contacte:
968105837 ou 933468986

DIVULGUE E PARTICIPE !

 

 
:: MAIS INFORMAÇÕES ::

Faça o download da ficha de sócio:
 http://avp.eco-gaia.net/downloads/AVP-Ficha_Socio.pdf

 Fotos de alguns eventos organizados pela AVP:

Estatutos da AVP: http://avp.org.pt/node/5
Site:  www.avp.org.pt   |   E-mail:  info@avp.org.pt
Fórum:
http://forum.avp.org.pt  |  Newsletter:  http://newsletter.avp.org.pt

Morada:
Associação Vegetariana Portuguesa
Apartado 1085 * 1050-001 Lisboa

Nada como mamar...

Se eu te dissesse que inventaram uma nova formula que aumenta as defesas do teu bebé, tu darias?

Se eu te dissesse que podes obter alimento grátis para os 6 primeiros meses do teu bebé, tu acreditavas?

Se eu te dissesse que uma empresa patenteou uma embalagem que mantem a comida fresca as 24 horas do dia, conservando todas as propriedades, tu comprarias?

Essa formula existe!
Esse alimento existe!
Essa empresa existe!

O leite materno é o melhor alimento para o teu bebé, adapta-se a todas necessidades e aumenta o sistema imunológico, e alem do mais é grátis.



Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Meditação para grávidas - entrada livre

Reservar uns minutos do seu dia para a prática da meditação ao longo da gravidez tem um impacto benéfico para a saúde tanto da mãe quanto do bebé.
 
A meditação faz diminuir a adrenalina, o cortisol e o ácido lático,  regulariza tensão arterial, suaviza a respiração e os batimentos cardíacos e diminui a insónia.

O Obstetra Roberto Cardoso ( fez um estudo sobre os benefícios da meditação nas mulheres grávidas ) afirma que a meditação tem como benefício ensinar a lidar com a ansiedade:

“A mulher grávida tem níveis peculiares de ansiedade, que crescem à medida que a gestação se desenvolve. A meditação vem sendo citada como um interessante método de relaxamento dentro do meio médico, mas ainda não havia quase nenhum registro sobre como essa técnica poderia ser útil na redução da ansiedade da gravidez”

Após acompanhar 169 grávidas, verificou que as mulheres que praticaram a meditação tiveram um aumento simbólico no nível de bem-estar, alegaram sentir menos tenções musculares, e afirmam estar mais tranquilas e seguras para enfrentar e aceitar as mudanças psicológicas e físicas causadas pela gravidez.

Nos Estados Unidos, foram feitos estudos na Universidade de Berkley que apontaram que a meditação na gravidez equilibra as funções hormonais na mulher, aumentando a quantidade de hormonas que provocam a sensação de bem-estar, entre essas substâncias estão o DHEA e a melatonina.

Meditar nos meses que antecedem o nascimento da criança diminui também o risco de pré-eclampsia. Os estudos apontaram que no parto, o efeito da prática ajuda a diminuir em 56% a necessidade de cesarianas e de 85% a de anestesias.

Dia 19 de Junho, 6ª feira no espaço Zen&Terapias na Malveira ( a 10m de Lisboa pela A8)

1ª parte: O Poder dos Mantras e das Vocalizações no trabalho de parto

2ª parte: Meditação guiada com visualização criativa do parto.

Apareçam ás 19.30 horas, a entrada É LIVRE mas necessita de inscrição previa  pelo mail catarinapardal@sapo.pt 

Parto natural?

Para quem quer perceber, sentir o que é um parto natural...
Um parto em que é a mulher que comanda o seu corpo é transformador... as mulheres ficam mais fortes, mais poderosas... mais MULHERES...

Vamos ajudar a AMI?

As radiografias que já não servem para si podem ajudar a AMI a salvar muitas vidas.
Com o dinheiro obtido na venda da prata, a Ami pode cuidar de quem mais precisa em Portugal ou em qualquer lugar do Mundo onde a ajuda seja necessária.



Ao participar nesta campanha, vai estar também a proteger o mundo em que vive, evitando não só que as radiografias vão para o lixo, como que se perca para sempre a prata que contêm.



Participar é fácil



Basta entregar as suas radiografias em qualquer farmácia de Portugal, de 5 a 26 de Junho. Lá encontrará sacos disponíveis para a recolha das películas sem os relatórios nem os envelopes. A sua participação é fundamental.



Mostre que é solidário e ajude a AMI na sua acção humanitária global.



Para mais informações, aceda a www.ami.org.pt ou contacte a AMI (reciclagem@ami.org.pt / 21 836 21 00).



Dê. Vai ver que não dói nada.

Curvas de crescimento

por Dr. Carlos González

Os que estão com “baixo peso”

Em alguns casos, o problema não começa pelas mamadas “muito curtas”, mas pelo peso “muito baixo”. No mundo há pessoas de todos os tamanhos, e qualquer manhã, quando vamos comprar pão, cruzamos com pessoas que pesam 50 kg e outras que pesam 100 kg. Você realmente acha que essas pessoas pesavam o mesmo quando tinham 3 meses? Por que é tão difícil aceitar as diferenças no peso dos filhos?

Tenho um bebê de 3 meses que é amamentada. Até agora, ela vinha ganhando peso bem, 200 ou 250 g por semana. Duas semanas atrás, eu a levei ao pediatra e quando ele a pesou só tinha engordado 80 g. Ela nasceu com 3200 g e agora está com 5820 g. A pediatra recomendou uma “ajuda”, mas quando eu dou a mamadeira, ela recusa. Também comprei outros bicos, porque ela não aceita a chupeta, ela continua não aceitando, começa a chorar e passa até quatro ou cinco horas sem mamar no peito; tentei colocar no leite um pouco de papinha e dar com a colher, mas ela também não quer. Ela só quer saber de mamar. Mas eu não posso continuar assim, estou preocupada com saúde dela, pois não ganha quase peso e a pediatra diz que ela está abaixo da curva.

Abaixo de que curva? De acordo com os gráficos norte-americanos de desenvolvimento, o peso dessa menina está acima da média. Ela ganhou 2620 g em 3 meses, mais de 850 g por mês. A única medida que não está bem é a que mede a paciência da mãe. Quantas horas mais de angústia, quantas idas à farmácia para comprar novas mamadeiras e novos leites, apenas porque alguém interpretou mal um gráfico? Quantas mamadeiras um bebê terá de recusar para mostrar que ele não as quer?

Este exemplo ilustra dois problemas fundamentais: de um lado a interpretação generalizada dos gráficos; de outro, o ritmo de crescimento dos bebês amamentados.

O crescimento de crianças de peito

Os gráficos de peso mais comuns foram desenvolvidos há alguns anos, quando muitos bebês tomavam mamadeira, e os que mamavam no peito o faziam só por umas semanas. Atualmente, mais e mais bebês são amamentados durante meses e eles não seguem os antigos gráficos. Vários estudos (1,2) feitos nos EUA, Canadá e Europa mostram que bebês amamentados geralmente ganham peso mais rápido no primeiro mês do que mostram os gráficos, mas depois eles começam a perder velocidade e vão baixando de percentil. Por volta de seis meses eles perdem a liderança que obtiveram com o ganho de peso no primeiro ano, e mantêm até 1 ano um peso “baixo” de acordo com os gráficos antigos. Enquanto estou escrevendo esse livro, a OMS e o UNICEF estão preparando novos gráficos baseados em bebês amamentados, que logo substituirão aos antigos  . Não se trata de fazer gráficos para bebês de peito e outros diferentes para crianças que tomam mamadeira; os mesmos gráficos serão usados para todos. Enquanto isso, muitas mães levarão grandes sustos, porque dirão quando seu bebê tiver dois ou três meses que ele está “caindo” de peso, ou aos oito ou nove meses que seu filho está com “baixo peso” Isso não é verdade, seu bebê está bem.

Por que o crescimento de um bebê amamentado é tão diferente de um que toma mamadeira? Não temos muita certeza, mas em todo caso, não é por falta de alimento. Durante o primeiro mês, quando só tomam leite, bebês amamentados pesam o mesmo ou mais. Entre seis e doze meses, quando tomam papinhas além do leite, bebês amamentados pesam um pouco menos. Se fosse verdade a frase “o peito já não sustenta” (o que é uma grande bobagem uma vez que o leite materno alimenta mais que a mamadeira e mais que as papinhas), a criança ficaria com fome e comeria mais papinha e consequentemente ganharia o mesmo peso do bebê de mamadeira. A diferença é mais profunda; por alguma razão, leites artificiais levam a um padrão de crescimento que não bate com o padrão de crescimento do bebê amamentado.

Na primeira edição deste livro, eu escrevi: “Nós não sabemos quais consequências pode ter esse crescimento excessivo”. Agora já sabemos. Muitos estudos (4,5) demonstraram que bebês que foram amamentados por menos de seis meses têm taxas mais altas de obesidade e têm mais chances de apresentar sobrepeso e obesidade entre os 4 e os 6 anos.

Nem todas as crianças crescem no mesmo ritmo

Tenho uma filha de 8 meses e nos últimos 4 meses ela não ganhou peso, seu peso durante quatro meses é de 7.450 g e a altura aumentou pouco a pouco até os 71 cm que ela tem agora. O pediatra dela me disse que se ela não ganhar peso esse mês, vai solicitar exames de sangue, para ver se ela está com algum problema; se não é porque é inapetente e ponto.
Comer, come muito pouco. Ela recusa a colher e quando eu a forcei a comer com a colher, ela vomitou tudo. Continuo dando tudo com mamadeira: frutas, papinhas e cereais.

Certamente não é “normal” (no sentido de “comum”) que um bebê não ganhe nada de peso entre 4 e 8 meses. Para descobrir se além de pouco comum é também patológico, , é preciso considerar outros dados, entre eles os exames que prudentemente pediu o pediatra para ter certeza que o bebê não está doente. Mas se nada for detectado, é melhor esperar pacientemente “é inapetente e ponto”. Especialmente nesse caso em que também não é comum pesar tanto aos quatro meses; ela estava praticamente no percentil 95. A altura aos aos oito é grande, mais que a média.

Todos os exames foram normais e aos 13 meses essa menina estava pesando 8 kg e continuava sem querer comer. Parece que ao invés de manter um lento e constante ganho de peso, ela ganhou todo seu peso nos primeiros 4 meses e depois parou de ganhar.

Existe um ritmo de crescimento especial que geralmente leva os pais à loucura, chama-se “atraso constitucional do crescimento “. É apenas uma variação do normal, não uma doença. São crianças que não seguem nenhum gráfico; elas têm a sua própria curva de crescimento. Elas nascem com peso normal e crescer normalmente durante uns meses. Mas em algum momento entre o terceiro e o sexto mês elas estacionam e começam a crescer lentamente, tanto em peso como em altura. Mas, isso sim, seu peso é adequado a sua altura. O pediatra pode pedir exames, mas tudo estará normal. Eles ficam no limite ou fora dos gráficos por dois anos, mas por volta dos dois ou três anos eles começarão a crescer mais rápido até atingir uma altura final completamente normal e são adultos de estatura mediana. Isso é uma característica hereditária e pode ser muito tranquilizante quando as avós finalmente admitem que o pai ou o tio “também era muito miúdo no início e o pediatra vivia dando vitaminas”, mas no final de tudo ele cresceu. Veja um típico exemplo:

Minha filha tem dezoito meses e, felizmente, ainda mama no peito apesar dos comentários negativos de 99% das pessoas. O problema é que desde os 4 meses, quando eu voltei a trabalhar, ela não come bem. Ela começou a perder peso e agora está com 73,2 cm e 8.690 g. Ela fez exames e está tudo normal.

Aos dezoito meses, de acordo com os gráficos americanos antigos, uma menina no percentil 5 deveria ter 8.920g e 76 cm. Entretanto, para uma menina de 73cm, o peso está acima do percentil 25. Ela foi ao endocrinologista e o hormônio do crescimento está normal. Então, tudo que se tem a fazer é esperar alguns anos.

Logicamente, uma criança que cresce tão devagar come ainda menos que as outras crianças.

NOTA DO TRADUTOR: Os novos gráficos da OMS foram lançados em 2007.

Do livro Mi niño no me come de Carlos González

Tradução: Fernanda Hack e Luciana Freitas
Revisão: Luciana Freitas

Para os fãs do Rubem Alves

O Desejo de Ensinar e a Arte de AprenderAproveitem, vale mesmo a pena!

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Bombas para ordenha de leite materno e outros aparelhos

WABA (World Alliance for Breatfeeding Action)
O uso desses dispositivos deve-se restringir a situações em que haja evidências razoáveis de que contribuirão para proteger, conservar e melhorar a produção de leite materno e, realmente, ajudarão as mães efetivamente a amamentar.
Mais aqui .

De volta finalmente....

Quase duas semanas sem computador... infelizmente não fui de ferias.... a culpa foi de um vírus... que resolveu massacrar o meu computador.... Vou ler os meus MUITOS mails e prometo voltar brevemente... até já!

Domingo, 7 de Junho de 2009

Pai no parto?

Se for esse o desejo do casal, não faz sentido os pais ou qualquer outro acompanhante escolhido pela mãe não estar presente no parto, seja ele vaginal ou cesariana.
Estão de acordo?
Quem querem ao vosso lado no nascimento dos vossos filhos?
Para quem já foi mãe, quem esteve presente no parto? Foi importante?

No nascimento da Princesa esteve comigo a minha querida Mãe, no Pirata a minha querida Doula Susana Pinho, não fazia muita questão que o pai estivesse, mas se tivesse um 3º filho gostava de o ter a meu lado, juntamente com a uma doula e uma parteira CLARO!!!

Sábado, 6 de Junho de 2009

Pendente


Lindo não é....

Vende-se AQUI

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

aula especial para grávidas 2ª feira dia 15 de Junho - ENTRADA LIVRE!!

 
Reservar uns minutos do seu dia para a prática da meditação ao longo da gravidez tem um impacto benéfico para a saúde tanto da mãe quanto do bebé.
 
A meditação faz diminuir a adrenalina, o cortisol e o ácido lático,  regulariza a pressão arterial, suaviza a respiração e os batimentos cardíacos e diminui a insónia.

O Obstetra Roberto Cardoso ( fez um estudo sobre os benefícios da meditação nas mulheres grávidas ) afirma que a meditação tem como benefício ensinar as gestantes a lidar com a ansiedade:

“A mulher grávida tem níveis peculiares de ansiedade, que crescem à medida que a gestação se desenvolve. A meditação vem sendo citada como um interessante método de relaxamento dentro do meio médico, mas ainda não havia quase nenhum registro sobre como essa técnica poderia ser útil na redução da ansiedade da gravidez”

Após acompanhar 169 grávidas, verificou que as mulheres que praticaram a meditação tiveram um aumento simbólico no nível de bem-estar, alegaram sentir menos tenções musculares, e afirmam estar mais tranquilas e seguras para enfrentar e aceitar as mudanças psicológicas e físicas causadas pela gravidez.

Nos Estados Unidos, foram feitos estudos na Universidade de Berkley que apontaram que a meditação na gravidez equilibra as funções hormonais na mulher, aumentando a quantidade de hormonas que provocam a sensação de bem-estar, entre essas substâncias estão o DHEA e a melatonina.

Meditar nos meses que antecedem o nascimento da criança diminui também o risco de pré-eclampsia. Os estudos apontaram que no parto, o efeito da prática ajuda a diminuir em 56% a necessidade de cesarianas e de 85% a de anestesias.

Dia 15 de Junho, 2ª feira, vamos ter uma aula especial de Yogilates para grávidas,na Hug em Linda-a-Velha:

1ª parte: O Poder dos Mantras e das Vocalizações no trabalho de parto

2ª parte: Meditação guiada com visualização criativa do parto.

Apareçam ás 18 horas, a entrada É LIVRE mas necessita de inscrição previa  pelo mail catarinapardal@sapo.pt 


A padroeira das mulheres grávidas


Tueris era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo femea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.


Sexo em trabalho de parto...

Nunca me tinha lembrado disto....
 
The Benefits of Having Sex in Labor
 

 

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

A Marta já encontrou um dador!!!

Marta encontra dador mas recolha não pára, vejam aqui
 
 
 
Como podem imaginar estou muito feliz!!!

Workshop para acompanhantes de parto ( não profissionais )


Este workshop de quatro horas destina-se a pais, avós, tias, amigas,…, que queiram acompanhar uma mulher durante o parto.

Programa:


A fisiologia do parto ( visionamento de um filme )

Necessidades básicas de uma mulher em trabalho de parto

Os protocolos hospitalares e as recomendações da OMS para o parto normal

O Plano de Parto

Amamentação – Como ajudar

Técnicas para o alivio do desconforto:
1. Na gravidez
2. Durante o parto
3. Durante o pós-parto

O Parto
1. Quando ir para a maternidade
2. O que levar
3. Dicas para ajudar uma mulher em Trabalho de Parto

O Pós-Parto
1. O regresso a casa
2. As visitas


Será entregue documentação sobre os temas falados.
Preço:
30 euros (para 2 pessoas – grávida e seu acompanhante)
nota: se a grávida quiser trazer mais que um acompanhante paga mais 10 euros por acompanhante
Em sua casa : 75 euros ( Zona de Lisboa e arredores )



Próximo workshop sábado dia 27 de Junho das 15h ás 19h Em Sintra



inscrições:
catarinapardal@sapo.pt

 

Círculo Materno - 6/6 - Lisboa/Carcavelos

O próximo Círculo Materno será sábado, dia 6/6 das 10h30 às 12h30, novamente em Carcavelos.

O tema será o Plano de Parto: o que é, para que serve, quais os impactos do mesmo e a receptividade dos profissionais de saúde a esta ferramenta de exposição e ‘negociação’ tão importante.

Inscrições: geral@maternar.pt

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Parto e o papel do pai

Não percam hoje o programa o Mundo das Mulheres (na SIC Mulher), a partir das 18h30.
 
A Maternar irá participar na edição de hoje, cujo tema é o "Parto e o papel do pai".

A visualização criativa do parto - workshop

Utilize o poder da imaginação para ter o parto que deseja!




A visualização criativa é a arte de utilizar imagens mentais e afirmações para produzir mudanças positivas na nossa vida.


O objectivo deste workshop é o de "empoderar" mulheres gravidas, dando-lhes ferramentas para utilizar o poder da imaginação de uma forma mais consciente e fazer desse poder uma técnica para criar o parto que verdadeiramente deseja. Pretendemos eliminar bloqueios interiores, permitindo a cada uma de nós, mulheres, dar o melhor de si.!





Programa:





1 - O que é a visualização criativa ( V.C.)



  • Mecanismos da V.C.

  • Um exercício fácil de visualização criativa

  • A importância do relaxamento

  • Como visualizar

  • Etapas fundamentais para uma visualização criativa eficaz


2- Aplicações da V.C. na gravidez e no parto




  • Como comunicar com o bebé

  • Visualização do parto

  • Meditações e afirmações

  • Abrir os centros de energia

  • Criar o seu santuário

  • Encontrar o seu guia

  • Utilização de afirmações


3- Meditação Guida com visualização criativa do parto




  • Partilha e interpretação da visualização

Facilitadora: Catarina Pardal, mãe de 2 filhos, Doula e Educadora Perinatal, Instrutora de Yogilates para grávidas



Duração: Cerca de 4 horas



Local: DSO - Sintra - Sº João das Lampas



Data: 20 de Junho



Contribuição: 15 euros



Grátis para doulas desde que acompanhadas por uma grávida

(imagem retirada daqui: http://2.bp.blogspot.com/ )

Sensual Pregnancy

A verdade é que nunca me senti tão sensual como quando estava grávida...
 
 

Inchaço dos pés e/ou mãos

O Edema ( vulgo inchaço dos pés e/ou mãos) ocorre frequentemente durante a gravidez, principalmente no 3º trimestre e com o tempo quente.
 
Uma massagem suave nas pernas, de baixo para cima ( desde os pés ) pode ajudar a reduzir o edema

 

Descansar com as pernas elevadas cerca de 20 minutos, três ou quatro vezes por dia também ajuda.
 

Banhar os pés em água com uma gotas de tangerina traz bons resultados.

 

Os chás de urtiga e de dente-de-leão têm um efeito diurético e estimulam os rins.
Outro chá, o de Barbas de milho - 30g para meio litro de água aquecido em lume brando até só restar metade do líquido, tomar meia ou uma chávena 3 vezes por dia.
 
O que come também pode ajudar, opte por alimentos que são diuréticos naturais, como o aipo, os espargos, a alcachofra, as uvas e a salsa. A vitamina C é um diurético suave, por isso aumente a ingestão de citrinos e legumes de folhas verdes, evite formas refinadas de sal e...
 
 BEBA MUITA AGUA!
 
 
 

 

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Dia da Criança

Este ano o dia da criança vai ser comemorado de maneira bem diferente do que gostaria, a princesa ainda não está bem e vai hoje ao médico ....
Mas não queria deixar um grande beijinho para todos os "meus" bebés neste vosso dia!
Ser Doula tem esta vantagem... "temos" imensos bebés para pegar ao colo, para beijar, para mimar :)
 
FELIZ DIA DA CRIANÇA!

Dia Mundia da Criança

Recebi este mail da Humpar e tinha de partilhar...

Quero decidir quando nascer, não quero que decidam por mim
Quero nascer sem pressa, não quero cumprir horários
Quero o que a minha mãe quer, não o que os outros querem
Quero ficar ligado a ela até o cordão deixar de pulsar
Quero ficar com a minha mãe, que não nos separem
Quero sentir a sua pele, o seu cheiro, ouvir a sua voz
Quero que a minha mãe me dê mama.

Para começar bem a vida!

Vamos dar voz às nossas crianças! O nascimento humanizado é seu por direito!

Cristina Torres
Pela equipa HumPar

Sábado, 30 de Maio de 2009

Curso de Reflexología Podal na Gravidez e Parto

 

Por Mauricio Kruchik

 

Reflexologista, Doula e Educador Prenatal

Presidente do Forum Isrealita de Reflexología

Datas: 20, 21, 22 e 23 de Julho 2009 (das 17h às 22:30)

Local: Lisboa

Preço:    Reflexologistas - 300 €,

               Profissionais de saúde relacionados com gravidez e parto - 330€

               Doulas e parteiras sócias da Associação de Doulas de Portugal – 280€

Contacto para informações e inscrições:          

reflexologia.infantil@gmail.com

                                               Telefone: 962825529 (Fernanda Francisco)

O curso tem o apoio da Associação de  Doulas de Portugal e é acreditado como formação de desenvolvimento profissional por:

o        NRRI (National Register of Reflexologists Ireland);

o        IRI (Irish reflexologist's Institute)

o        AOR (Association of Reflexologists – UK)

o        SIR (Scottish Institute of Reflexology)

o        Colégio de Enfermeiras de Espanha

Programa do curso

Introdução à Reflexologia

  • Princípios de reflexologia
  • Trabalhos practicos
  • Mapas de Reflexologia

Reflexologia na gravidez

  • O planeamento da reflexologia durante a gravidez
  • Reflexologia como terapia preventiva na gravidez
  • As situações que surgem durante a gravidez e seu tratamento mês a mês,
  • Situações de alto risco, emergências e limitações da reflexologia
  • Como planear uma sessão de tratamento, tempos e rotinas

Tecnicas de reflexologia orientadas para o relaxamento durante a gravidez e parto

  • Técnica metamórfica (introdução conceito e trabalho practico)
  • Outras técnicas

Reflexologia no parto

  • Reflexologia e vantagens da sua aplicação em cada uma das fases do parto
  • Aplicação da reflexologia em tempo real
    • Regulando contacções
    • Sedar e estimular
    • Tratamento da dor e relaxamento
    • Estímulo da micção
    • Estímulo da evacuação intestinal
    • Aliviar lombalgias
    • Prevenir a Hiperventilação e estimulando uma respiração correcta
    • Regulando a temperatura do corpo
    • Estimulando a rápida libertação da placenta
    • Terapia de contacto, contribuindo para aliviar os momentos dificeis
    • Estudo de casos


Admissão ao curso: Podem frequentar esta formação Doulas, Parteiras, Enfermeiras, Obstetras e Reflexologistas e outros profissionais de saúde que trabalhem na area da gravidez e parto.

Os reflexologistas dispensam a frequencia da formação do dia 20 de Julho.

Material de apoio: Manual de formação (em Português), que inclui o conteúdo teórico do curso, artigos, metodologias de trabalho e exercícios. Este manual ilustrado tem 40 paginas e foi escrito pelo formador.

Metodologia:  O curso tem caracter teórico e practico. As sessões de formação serão de caracter expositivo, sendo suportado por material audiovisual com dinâmicas de grupo e em diálogo constante com o formador. As sessões practicas serão realizadas em os assistentes ao curso, sob supervisão constante.

Método de avaliação: Os formandos serão avaliados de uma forma contínua durante o curso relativamente a compreensão dos príncipios da relfexologia e tecnicas de trabalho. Os formandos dispoem de informação adicional no forum de discussão na pagina www.maternityreflexology.net.

Será feita ainda uma avaliação sumativa escrita, de escolha multipla com 12 questões e o formando deverá obter como mínimo 60% de respostas correctas para obtenção da aprovação no curso.

Sobre o formador Maurício Kruchik

Reflexologista desde 1998, terapeuta na gravidez e parto desde 2000 e educador prenatal desde 2006

Presidente do forum Israelita de reflexologia

Conferencista Internacional em Reflexologia, frequentemente convidade como orador em diversos congressos Internacionais sobre esta matéria, nomeadamente no Congresso de Medicina Natuista, Unive. De Zaragoza, Faculdade de Medicina. É autor de artigos publicados sobre Reflexologia na gravidez e parto em publicações conceituadas em Reflexologia por todo o Mundo.

Tem a sua clinica em Tel Aviv (Israel).

Foi organizador do primeiro simpósio Internacional sobre Reflexologia e Cancro (ISRAC  2008).

Realizou o seu estágio como terapeuta na gravidez e parto no ano de 2000 no Centro Hospitaleiro Sapir (Hospital Meir) na cidade de Kfar Saba no departamento de Ginecologia e Obstetrícia na sala de partos.

Trabalhou em hospitais como reflexologista de adolescentes com problemas de paranoia e esquizofrenia além de outros disturbios do comportamento.

Este curso será realizado pela primeira vez em Portugal, existindo já em outros países como Espanha (onde já decorreram cerca de 20 cursos), Inglaterra, Irlanda, Escócia entre outros.

Mais informações em www.maternityreflexology.net

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Workshops Stella Alves

NOVA DATA 4/07

Inscrições catarinapardal@sapo.pt

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

CONCENTRAÇÃO - PELOS DIREITOS E DEFESA DAS CRIANÇAS: 31 Maio

Recebi este mail e resolvi partilhar:

Somos um grupo de pais e cidadãos que não podem ficar indiferentes às últimas noticias que têm vindo a publico sobre os mais diversos abusos a crianças e jovens. Temos como principal objectivo sugerir ao Governo, presidente da Assembleia da República e deputados algumas mudanças no Código Penal de modo a obter a efectiva condenação dos prevaricadores. Apelamos assim para que sejam feitas alterações urgentes na legislação para que os abusos de crianças possam ser combatidos eficazmente.

Num país onde a lei prevê de 1 a 10 anos de prisão efectiva para quem cometa abusos e crimes sexuais contra crianças não se entende que a justiça puna os abusadores com meras prisões preventivas, domiciliárias ou ridículas penas suspensas.

Achamos que os direitos das crianças não estão a ser respeitados nem defendidos por quem o deveria fazer num estado de direito.

Para sensibilizar a opinião pública, o poder político, o poder judicial, pais e jovens para este problema vamos organizar uma concentração / convívio no dia 31 de Maio de 2009 no Jardim Vasco da Gama em Belém (frente aos Pasteis de Belém) a partir das 12 horas .

Gostaríamos de contar com a vossa participação e apoio, nomeadamente na divulgação do evento ou da forma que acharem mais conveniente.

http://www.peticao.com.pt/direitos-das-criancas

Patricia Espirito Santo
96 628 05 12
stopabusos@sapo.pt

http://pelosdireitosdascriancas.blogs.sapo.pt/

Encontro Nacional de Conselheiros em Aleitamento Materno

Sábado dia 30 de Maio

Programa:

09.00H - ABERTURA DO SECRETARIADO DO IV ENCAM
09.30H - MESA I: INICIAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO
MODERADORA (BARBARA DIXON)
09.45H - RISCOS DA ALIMENTAÇÃO ARTIFICIAL (MÓNICA PINA)
10.15H - COFFEE BREAK
10.30H - DIFICULDADES DOS PRIMEIROS DIAS (CRISTINA GOUVEIA)
11.15H - DEBATE
11.30H - MESA II: A IMPORTÂNCIA DO PARTO
MODERADORA (JÚLIA MARY)
11.45H - O PARTO E A AMAMENTAÇÃO (SANDRA LANG)
12.45H - DEBATE
12.45H - MESA III: MESA DE HONRA DO IV ENCAM
13.15H - ALMOÇO
14.30H - MESA IV: SITUAÇÕES ESPECIAIS
MODERADORA (THERESA VASCONCELLOS)
14.45H - ALEITAMENTO MATERNO NAS UCIN (SANDRA LANG)
15.30H - ALEITAMENTO MATERNO-HIV/VHC/CMV (AMÉLIA CUNHA)
16.00H - DEBATE
16.15H - MESA V:CANTINHOS AMAMENTAÇÃO QUE QUALIDADE?
MODERADORA (ANA HENRIQUES)
16.30H - 5 MINUTOS COM CASOS CLÍNICOS 2009
17.00H - PROJECTO SQMQ (ADELAIDE ÓRFÃO)
17.30H - ATRIBUIÇÃO SELO DE QUALIDADE CA® (BEATRIZ CALADO)
18.00H - MOMENTO MUSICAL (OPEN VOICE)
18.15H - ENCERRAMENTO DO IV ENCAM
18.30H - ASSEMBLEIA GERAL MAMA MATER

EVENTOS SATÉLITE NO CENTRO DE CONGRESSOS
• 12.00h/20.00h - Visite a Feira da Criança e Centro de Saúde dos Pequeninos
• 12.00h/20.00h - Visite a Feira da Criança - Visite o stand Mama Mater
• 12.00h/20.00h - Visite a Saúde Portugal Expo & Conferências 2009.

ACTUALIZAÇÕES AO PROGRAMA E INSCRIÇÕES (consulta de preços) em
www.mamamater.eu - Associação do aleitamento materno em Portugal


Para facilitar a participação,o evento conta com um serviço de babysitting

Encontro aberto também a mães.

É a loucura!

Em casa com os dois! O Pirata também esta com uma otite!
Dava-me imenso jeito ter mais um braço... os dois a pedirem colo, mimos, com dores..... e eu cansada, desesperada....

Bem o que dava mesmo jeito era ter um clone, assim dividíamos os colos e os mimos.... e já agora tinha um 3º clone para tratar das coisas da casa.... bom era ter um 4º clone para ir dar as minhas aulas... qualquer dia trocam-me por outra mais bem disposta, sem filhos e elegante.... e por falar nisto o melhor era mesmo ter 5 clones, este ultimo para ser uma boa mulher, lady na mesa e louca na cama....

Estou para aqui a queixar-me e só tenho 2 filhos.... a Sónia tem os 3 doentes!!!
Como fará Dulce quando ficam os 3 doentes?
E a Rita quando tem os 4 doentes desespera como eu ou consegue manter a calma?...
E a Isabel que tem 7 filhos, já não sei se são 7 ou 8!!!...
Mas a loucura TOTAL deve ser em casa da Cristina........ficar com 11 doentes deve ser uma catástrofe!!!


Isto deve ser contagiante... estou a delirar...